quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta feira Santa.

                                          

Hoje de manhã, quando terminei meus exercícios espirituais, logo me pus a fazer crochê. Eu sentia o silêncio no íntimo do meu coração e que Jesus descansava nele. Essa profunda e doce convicção da presença de deus levou-me a dizer ao Senhor: “Ó Santíssima Trindade, que residis em meu coração, peço-Vos, dai a graça da conversão a tantas almas quantos pontos eu fizer neste crochê.” – Então ouvi na alma estas palavras: Minha filha, são grandes demais os teus pedidos. – “Jesus, afinal para Vós é mais fácil dar muito do que pouco.” – Sim, para Mim é mais fácil dar muito do que pouco, mas cada conversão de uma alma pecadora exige sacrifícios. – Portanto, Jesus, eu Vos ofereço este meu trabalho sincero. Este sacrifício não me parece pequeno por um tão grande número de almas, pois Vós, Jesus, por trinta anos salvastes as almas com um trabalho semelhante e, como a santa obediência me proíbe penitências e grandes mortificações, aceitai estas insignificâncias com o selo da obediência como coisas grandes.” Então ouvi esta voz na alma: Minha filha querida, satisfaço o teu pedido. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 961]. Jesus eu confio em Vós. 

                                           

Cordeiro imolado libertou-nos da morte para a vida
Muitas coisas foram preditas pelos profetas sobre o mistério da Páscoa, que é Cristo,  a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém (Gl 1,5). Ele desceu dos céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-se da nossa natureza no seio da Virgem e se fez homem; tomou sobre si os sofrimentos do homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento, e destruiu as paixões da carne; seu espírito, que não pode morrer, matou a morte homicida.

Foi levado como cordeiro e morto como ovelha; libertou-nos das seduções do mundo, como outrora tirou os israelitas do Egito; salvou-nos da escravidão do demônio, como outrora fez sair Israel das mãos do faraó; marcou nossas almas como sinal do seu Espírito e os nossos corpos com seu sangue.

Foi Ele que venceu a morte e confundiu o demônio, como outrora Moisés ao faraó. Foi Ele que destruiu a iniquidade e condenou a injustiça à esterilidade, como Moisés ao Egito.

Foi Ele que nos fez passar da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, da morte para a vida, da tirania para o reino sem fim, e fez de nós um sacerdócio novo, um povo eleito para sempre. Ele é a Páscoa da nossa salvação.

Foi Ele que tomou sobre si os sofrimentos de muitos: foi morto em Abel; amarrado de pés e mãos em Isaac; exilado de sua terra em Jacó; vendido em José; exposto em Moisés; sacrificado no cordeiro pascal; perseguido em Davi e ultrajado nos profetas.

Foi Ele que se encarnou no seio da Virgem, foi suspenso na cruz, sepultado na terra e, ressuscitando dos mortos, subiu ao mais alto dos céus.

Foi Ele o cordeiro que não abriu a boca, o cordeiro imolado, nascido de Maria, a bela ovelhinha; retirado do rebanho, foi levado ao matadouro, imolado à tarde e sepultado à noite; ao ser crucificado, não lhe quebraram osso algum, e ao ser sepultado, não experimentou a corrupção; mas ressuscitando dos mortos, ressuscitou também a humanidade das profundezas do sepulcro.

Responsório - Rm 3,23-25a; Jo 1,29b

R.  Pois todos os homens pecaram
e carecem da glória de Deus,
sendo justificados, de graça, mediante a libertação,
realizada por meio de Cristo.
* Deus destinou que Cristo fosse, por seu sangue,
a vítima da propiciação,
pela fé que colocamos nele mesmo.
V.  Eis aqui o Cordeiro de Deus,
o que tira o pecado do mundo. * Deus.


Oração: Senhor nosso Deus, amar-vos acima de tudo é ser perfeito; multiplicai em nós a vossa graça e concedei, aos que firmamos nossa esperança na morte do vosso Filho, alcançarmos por sua ressurreição aqueles bens que na fé buscamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte: Liturgia das horas

QUINTA FEIRA SANTA – 
INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA - 
O DIA DA ÚLTIMA CEIA DE CRISTO

É o quinto dia da Semana Santa e o último dia da Quaresma, que antecede a Sexta feira da Paixão. É o dia da Última Ceia e dos Lava-pés, segundo o Evangelho. A última ceia, também chamada de Ceia do Senhor, (Lucas 22:19-20) mostra Jesus à mesa com seus apóstolos, quando ele dá a lição de que todos deveriam amar e servir uns aos outros. Jesus sabia que seria entregue nesta noite, por isso oferece a Deus Pai o Seu Corpo e Seu Sangue, sob a metáfora do Pão e do Vinho, entregando a seus discípulos e mandando que eles oferecessem a seus sucessores. O lava-pés aconteceu durante a Última Ceia, foi quando Jesus, em sinal de sua humildade e serviço, lavou os pés dos seus discípulos dando um exemplo de que devemos amar e servir aos nossos irmãos, sem orgulho. (João 13:3-17).

ORAÇÃO PARA QUINTA FEIRA SANTA

Esta oração para quinta feira santa foi sugerida pelo Padre Alberto Gambarini, reze com muita fé:
“Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia, na qual o vosso filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. ”
Rezar 12 Pai-Nossos, 12 Ave-Marias e 12 Glória ao Pai – pelos 12 apóstolos que Jesus teve na terra.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Quarta feira santa. Celebrar a Semana Santa é celebrar a vida, a vitória para sempre.

                                              

16.02.37. Hoje entrei por engano no quarto vizinho; então fiquei conversando um momento com a pessoa que o ocupava. Quando voltei ao meu quarto, fiquei pensando por um momento a respeito dessa pessoa. De repente, Jesus se colocou ao meu lado e disse-me: Minha filha, em que estás pensando neste momento? – Sem refletir, coloquei a cabeça em Seu peito, porque conheci que estava pensando demais a respeito de uma criatura. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 960]. Jesus eu confio em Vós.

QUARTA-FEIRA SANTA – MEDITAÇÃO 
 Dor de Maria Santíssima — 
Encontro com Jesus, que carrega a cruz.
Vidimus eum, et non erat aspectus, et desideravimus eum — “Vimo-Lo, e não havia nele formosura, e por isso nós O estranhamos” (Is. 53, 2).

Sumário. Consideremos o encontro que no caminho do Calvário teve o Filho com sua Mãe. Jesus e Maria olham-se mutuamente, e estes olhares são como outras tantas setas que lhes traspassam o Coração amante. Se víssemos uma leoa que vai após seu filho conduzido à morte, aquela fera havia de inspirar-nos compaixão. E não nos moverá à ternura ver Maria que vai após o seu Cordeiro imaculado, enquanto o conduzem à morte por nós? Tenhamos compaixão, e procuremos também acompanhar a seu Filho e a ela, levando com paciência a cruz que nos dá o Senhor.

I. Medita São Boaventura que a Bem-aventurada Virgem passou a noite que precedia a Paixão de seu Filho sem tomar descanso e em dolorosa vigília. Chegada a manhã, os discípulos de Jesus Cristo vieram a esta aflita Mãe: um a referir-lhe os maus tratamentos feitos a seu Filho na casa de Caifás, outro os desprezos que recebeu de Herodes, mais outro a flagelação ou a coroação de espinhos. Numa palavra, cada um dava a Maria uma nova informação, cada qual mais dolorosa, verificando-se nela o que Jeremias tinha predito: Non est qui consoletur eam ex omnibus caris eius (1) — “Não há quem a console entre todos os seus queridos”.

Veio finalmente São João e lhe disse: “Ah, Mãe dolorosa! Teu Filho já foi condenado à morte, e já saiu, levando Ele mesmo a sua cruz para ir ao Calvário. Vem, se O queres ver e dar-Lhe o último adeus, em alguma rua, por onde tenha de passar”.

Ao ouvir isto, Maria parte com João; e pelo sangue de que estava a terra borrifada conhece que o Filho já por ali tinha passado. A Mãe aflita toma por uma estrada mais breve e coloca-se na entrada de uma rua para se encontrar com o aflito Filho, nada se-lhe dando das palavras insultuosas dos judeus, que a conheciam como mãe do condenado. — Ó Deus, que causa de dor foi para ela a vista dos cravos, dos martelos, das cordas e dos outros instrumentos funestos da morte de seu Filho! Como que uma espada foi ao seu coração o ouvir a trombeta, que andava publicando a sentença pronunciada contra o seu Jesus.

Mais eis que já, depois de terem passado os instrumentos e os ministros da justiça, levanta os olhos e vê, ó Deus! Um homem todo cheio de sangue e de chagas, dos pés até a cabeça, com um feixe de espinhos na cabeça e dois pesados madeiros sobre os ombros. Olha para Ele, e quase não O conhece, dizendo então com Isaías: Vidimus eum, et non erat aspectus (2) — “Nós O vimos e não havia n’Ele formosura”. Mas finalmente o amor lho faz reconhecer e o Filho, tirando um grumo de sangue dos olhos, como foi revelado a Santa Brígida, encarou a Mãe e a Mãe encarou o Filho. Ó olhares dolorosos, com que, como tantas flechas, foram então traspassadas aquelas almas amantes!

II. Queria a divina Mãe abraçar a Jesus, como diz Santo Anselmo; mas os insolentes servos a repelem com injúrias, e empurram para diante o Senhor aflitíssimo. Maria, porém, segue — muito embora preveja que a vista de seu Jesus moribundo lhe causaria uma dor tão acerba, que a tornaria rainha dos mártires. O Filho vai adiante, e a Mãe tomando também a sua cruz, no dizer de São Guilherme, vai após Ele, para ser crucificada com Ele.

Pergunta São João Crisóstomo, porque nas outras penas Jesus Cristo quis ser só, mas a levar a Cruz quis ser ajudado pelo Cirineu? E responde: Ut intelligas, Christi crucem non sufficere sinne tua: Não basta para nos salvar só a cruz de Jesus Cristo, se nós não levamos com resignação até a morte também a nossa.

Minha dolorosa Mãe, pelo merecimento da dor que sentistes ao ver o vosso amado Filho levado à morte, impetrai-me a graça de levar também com paciência as cruzes que Deus me envia. Feliz de mim, se souber acompanhar-vos com a minha cruz até a morte! Vós e Jesus, sendo inocentes, levastes uma cruz muito pesada, e eu pecador, que tenho merecido o inferno, recusarei a minha? Ah, Virgem imaculada, de vós espero socorro, para sofrer com paciência as cruzes. 
Thren. 1, 2.
2. Is. 53, 2.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I – Santo Afonso

A Semana Santa
 O maior acontecimento da História da humanidade é a Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem. Nada neste mundo supera a grandiosidade deste acontecimento. Os grandes homens e as grandes mulheres, sobretudo os Santos e Santas se debruçaram sobre este acontecimento e dele tiraram a razão de ser de suas vidas.

Depois da Encarnação e Morte cruel de Jesus na Cruz, ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus pela humanidade. Disse o próprio Jesus que “Deus amou a tal ponto o mundo que deu o seu Filho Único para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3, 16)

São Paulo explica a grandeza desse amor de Deus por nós com as palavras aos romanos:

“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós… Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.” (Rm 5,8-10)

Cristo veio a este mundo para nos salvar, para morrer por nós. Deus humanado morreu por nós. O que mais poderíamos exigir de Deus para demonstrar a nós o seu amor? Sem isto a humanidade estaria definitivamente longe de Deus por toda a eternidade, vivendo o inferno, a separação de Deus. Por quê?

Porque o homem pecou e peca, desde os nossos primeiros antepassados; e o pecado é uma ofensa grave a Deus, uma desobediência às suas santas Leis que rompe nossa comunhão com Ele; e esta ofensa se torna infinita diante da Majestade de Deus que é infinita. Por isso, diante da Justiça de Deus, somente uma reparação de valor Infinito poderia reparar essa ofensa da humanidade a Deus. E, como não havia um homem sequer capaz de reparar com o seu sacrifício esta ofensa infinita a Deus, então, o próprio Deus na Pessoa do Verbo veio realizar essa missão.

Não pense que Deus seja malvado e que exige o Sacrifício cruento do Seu Filho na Cruz, por mero deleite ou para tirar vingança da humanidade. Não, não se trata disso. Acontece que Deus é Amor, mas também é Justiça. O Amor é Justo. Quem erra deve reparar o seu erro; mesmo humanamente exigimos isto; esta lei não existe no meio dos animais. Então, como a humanidade prevaricou contra Deus, ela tinha de reparar essa ofensa não simplesmente a Deus, mas à Justiça divina sob a qual este mundo foi erigido. Sabemos que no Juízo Final Deus fará toda justiça com cada um; cada injustiça que nos foi feita será reparada no Dia do Juízo.

Nisto vemos o quanto Deus ama, valoriza, respeita o homem. O Verbo divino se apresentou diante do Pai e se ofereceu para salvar a sua mais bela criatura, gerada “à sua imagem e semelhança” (Gn 1, 26).

A Carta aos Hebreus explica bem este fato transcendente:cpa_as_sete_palavras

“Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo diz: Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não te agradam. Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade (Sl 39,7ss). Disse primeiro: Tu não quiseste, tu não recebeste com agrado os sacrifícios nem as ofertas, nem os holocaustos, nem as vítimas pelo pecado (quer dizer, as imolações legais). Em seguida, ajuntou: Eis que venho para fazer a tua vontade. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo. Enquanto todo sacerdote se ocupa diariamente com o seu ministério e repete inúmeras vezes os mesmos sacrifícios que, todavia, não conseguem apagar os pecados, Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus. “ (Hebreus 10,5-10).

A Semana Santa celebra todos os anos este acontecimento inefável: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo para a salvação da humanidade; para o seu resgate das mãos do demônio, e a sua transferência para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Estávamos todos cativos do demônio, que no Paraíso tomou posse da humanidade pelo pecado. E com o pecado veio a morte (Rm 6,23).

Mas agora Jesus nos libertou; “pagou o preço do nosso Resgate”. Disse São Paulo: “Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz. Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz. (Col 2, 12-14)

Quando fomos batizados, aplicou-se a cada um de nós os efeitos da Morte e Ressurreição de Jesus; a pia batismal é portanto o túmulo do nosso homem velho e o berço do nosso homem novo que vive para Deus e sua Justiça. É por isso que na Vigília Pascal do Sábado Santo renovamos as Promessas do Batismo.

O cristão que entendeu tudo isso celebra a Semana Santa com grande alegria e recebe muitas graças. Aqueles que fogem para as praias e os passeios, fazendo apenas um grande feriado; é porque ainda não entenderam a grandeza da Semana Santa e não experimentaram ainda suas graças. Ajudemos essas pessoas a conhecerem tão grande Mistério de Amor.

cpa_carta_aos_amigosO católico convicto celebra com alegria cada função litúrgica do Tríduo Pascal e da Páscoa. Toda a Quaresma nos prepara para celebrar com as disposições necessárias a Semana Santa. Ela se inicia com a celebração da Entrada de Jesus em Jerusalém, o Domingo de Ramos. O povo simples e fervoroso aclama Jesus como Salvador. O povo grita “Hosana!”, “Salva-nos!”; Ele é Redentor do homem. Nós também precisamos proclamar que Ele, e só Ele, é o nosso Salvador (cf. At 4,12).

Na Missa dos Santos Óleos a Igreja celebra a Instituição do Sacramento da Ordem e a bênção dos santos óleos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Na Missa do Lava-pés, na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja celebra a Última Ceia de Jesus com os Apóstolos onde Ele instituiu a Sagrada Eucaristia e deu suas últimas orientações aos Apóstolos.

Na Sexta-Feira Santa a Igreja guarda o grande silêncio diante da celebração da morte do seu Senhor. Às três horas da tarde é celebrada a Paixão e Morte do Senhor. Em seguida, a Procissão do Senhor Morto por cada um de nós. Cristo não está morto, e nem morre outra vez, mas celebrar a sua Morte é participar dos frutos da Redenção.

Na Vigília Pascal a Igreja canta o “Exultet”, o canto da Páscoa, a celebração da Ressurreição do Senhor que venceu a morte, a dor, o inferno, o pecado. É o canto da Vitória. “Ó morte onde está o teu aguilhão?”

A vitória de Cristo é a vitória de cada um de nós que morreu com Ele no Batismo e ressuscitou para a vida permanente em Deus; agora e na eternidade.

Celebrar a Semana Santa é celebrar a vida, a vitória para sempre. É recomeçar uma vida nova, longe do pecado e em comunhão mais intima com Deus. Diante de um mundo carente de esperança, que desanima da vida porque não conhece a sua beleza, celebrar a Semana Santa é fortalecer a esperança que dá a vida. O Papa Bento XVI disse em sua encíclica “Spe Salvi”, que sem Deus não há esperança; e sem esperança não há vida.

Esta é a Semana Santa que o mundo precisa celebrar para vencer seus males, suas tristezas, suas desesperanças.

Prof. Felipe Aquino

terça-feira, 31 de março de 2026

Terça feira santa. Celebrar a Semana Santa é celebrar a vida, a vitória para sempre.

                                                   

+ Hoje recebi uma carta do padre Sopocko com votos pelo meu onomástico. Alegrei-me com esses votos, mas fiquei triste com a falta de saúde dele. Eu sabia disso por um conhecimento interior, mas não queria acreditar. Porém, do momento em que me respondeu que assim é, então também as outras coisas, sobre as quais não me escreveu – são verdadeiras, e o meu conhecimento interior não me engana. Recomendou-me que sublinhe tudo o que não provem de mim mesma, isto é, tudo o que Jesus me diz, aquilo que ouço na alma. Já me pediu isso várias vezes, porém eu não tinha tempo e, para dizer a verdade, não estava muito inclinada para isso. Mas, de onde sabe ele que eu não completei isso? Fiquei imensamente admirada, todavia agora me ponho a trabalhar nisso de todo o coração. Ó meu Jesus, a vontade dos Vossos representantes é Vossa vontade expressa, sem sombra de dúvida! . Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 959]. Jesus eu confio em Vós.

Há uma só morte que resgata o mundo e uma só ressurreição dos mortos
O desígnio de nosso Deus e Salvador em relação ao homem consiste em levantá-lo de sua queda e fazê-lo voltar, do estado de inimizade ocasionado por sua desobediência, à intimidade divina. A vinda de Cristo na carne, os exemplos de sua vida apresentados pelo Evangelho, a paixão, a cruz, o sepultamento e a ressurreição não tiveram outro fim senão salvar o homem, para que, imitando a Cristo, ele recuperasse a primitiva adoção filial.
Portanto, para atingir a perfeição, é necessário imitar a Cristo, não só nos exemplos de mansidão, humildade e paciência que ele nos deu durante a sua vida, mas também imitá-lo em sua morte, como diz São Paulo, o imitador de Cristo: Tornando-me semelhante a ele na sua morte, para ver se alcanço a ressurreição dentre os mortos (Fl 3,10).
Mas como poderemos assemelhar-nos a Cristo em sua morte? Sepultando-nos com ele por meio do batismo. Em que consiste este sepultamento e qual é o fruto dessa imitação? Em primeiro lugar, é preciso romper com a vida passada. Mas ninguém pode conseguir isto se não nascer de novo, conforme a palavra do Senhor, porque o renascimento, como a própria palavra indica, é o começo de uma vida nova. Por isso, antes de começar esta vida nova, é preciso pôr fim à antiga. Assim como, no estádio, os que chegam ao fim da primeira parte da corrida, costumam fazer uma pequena pausa e descansar um pouco, antes de iniciar o retorno, do mesmo modo, era necessário que nesta mudança de vida interviesse a morte, pondo fim ao passado para começar um novo caminho.
E como imitar a Cristo na sua descida à mansão dos mortos? Imitando no batismo o seu sepultamento. Porque os corpos dos batizados ficam, de certo modo, sepultados nas águas. O batismo simboliza, pois, a deposição das obras da carne, segundo as palavras do Apóstolo: Vós também recebestes uma circuncisão, não feita por mão humana, mas uma circuncisão que é de Cristo, pela qual renunciais ao corpo perecível. Com Cristo fostes sepultados no batismo (Cl 2,11-12). Ora, o batismo, por assim dizer, lava a alma das manchas contraídas por causa das tendências carnais, conforme está escrito: Lavai-me e mais branco do que a neve ficarei (Sl 50,9). Por isso, reconhecemos um só batismo de salvação, já que é uma só a morte que resgata o mundo e uma só a ressurreição dos mortos, das quais o batismo é figura.

Responsório - Rm 6,3.5.4a
R.  Batizados em Cristo Jesus,
em sua morte nós fomos imersos.
* Se com ele nós somos um só,
por morte que é como a sua,
com ele seremos um só, por ressurreição como a sua.
V.  No batismo nós fomos, irmãos,
sepultados com ele na morte.
* Se com ele. 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar de tal modo os mistérios da paixão do Senhor, que possamos alcançar vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 

Fonte: Liturgia das horas.

Celebrar a Semana Santa é celebrar a vida, a vitória para sempre
Diante de um mundo carente de esperança, celebrar a Semana Santa é fortalecer a esperança que dá a vida. O maior acontecimento da história da humanidade é a Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus feito Homem. Nada, neste mundo, supera a grandiosidade desse acontecimento. Os grandes homens e as grandes mulheres, sobretudo os santos e santas, debruçaram-se sobre esse acontecimento e dele tiraram a razão de ser de suas vidas.

Depois da Encarnação e da Morte cruel de Jesus na cruz, ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus pela humanidade. Disse o próprio Jesus que o Senhor amou a tal ponto o mundo que deu o Seu Filho Único para que todo aquele que n’Ele crer não morra, mas tenha a vida eterna (cf João 3,16).

Semana Santa: tempo de recolhimento e reflexão
São Paulo explica a grandeza desse amor de Deus por nós com as seguintes palavras aos romanos: “Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Romanos 5,8-10).

Cristo veio a este mundo para nos salvar, para morrer por nós. Deus, humanizado, morreu por nós. O que mais poderíamos exigir do Senhor para nos demonstrar Seu amor? Sem isso, a humanidade estaria definitivamente longe de Deus por toda a eternidade, vivendo o inferno, a separação do Pai. Por quê? Porque o homem pecou e peca desde os nossos primeiros antepassados; e o pecado é uma ofensa grave a Deus, uma desobediência às Suas santas Leis, a qual rompe nossa comunhão com Ele. Por isso, diante da justiça divina, somente uma reparação de valor infinito poderia sanar essa ofensa da humanidade ao Senhor. E como não havia um homem sequer capaz de reparar, com seu sacrifício, essa ofensa infinita a Deus, então, Ele próprio, na Pessoa do Verbo, veio realizar essa missão.

O que podemos exigir do Senhor?
Não pense que Deus é malvado e exige o sacrifício cruento de Seu Filho na cruz por mero deleite ou para se vingar da humanidade. Não, não se trata disso. Acontece que o Senhor é amor, mas também é justiça. O amor de Deus é justo. Quem erra deve reparar seu erro. Humanamente, exigimos isso, e essa lei só não existe entre os animais. Então, como a humanidade prevaricou contra Deus, ela tinha de reparar essa ofensa não simplesmente a Ele, mas à justiça divina sob a qual este mundo foi erigido. Sabemos que, no Juízo Final, Deus fará toda justiça com cada um; e cada injustiça da qual fomos vítimas também será reparada no dia do juízo.

Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício
Assim, vemos o quanto Deus ama, valoriza e respeita o homem. O Verbo Divino se apresentou diante do Pai e ofereceu-se para salvar a Sua mais bela criatura, gerada à Sua imagem e semelhança (cf. Gênesis 1,26).

A Carta aos Hebreus explica bem este fato transcendente: “Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo diz: Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não te agradam. Então eu disse: ‘Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’ (Sl 39,7ss). Disse primeiro: Tu não quiseste, tu não recebeste com agrado os sacrifícios nem as ofertas, nem os holocaustos, nem as vítimas pelo pecado (quer dizer, as imolações legais). Em seguida, ajuntou: Eis que venho para fazer a tua vontade. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo. Enquanto todo sacerdote se ocupa diariamente com o seu ministério e repete inúmeras vezes os mesmos sacrifícios que, todavia, não conseguem apagar os pecados, Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e, logo em seguida, tomou lugar para sempre à direita de Deus” (Hebreus 10,5-10).

A Semana Santa celebra, todos os anos, esse acontecimento inefável: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo para a salvação da humanidade, para o resgate desta das mãos do demônio e a sua transferência para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Estávamos todos cativos do demônio, que no Paraíso tomou posse da humanidade pelo pecado. E com o pecado veio a morte (cf. Rom 6,23).

Mas agora Jesus nos libertou, “pagou o preço do nosso resgate”. Disse São Paulo: “Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente ao encravá-lo na cruz. Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz” (Col 2,12-14).

Quando fomos batizados, aplicou-se a cada um de nós os efeitos da Morte e Ressurreição de Cristo; a pia batismal é, portanto, o túmulo do nosso homem velho e o berço do nosso homem novo, que vive para Deus e Sua justiça. É por isso que, na Vigília Pascal do Sábado Santo, renovamos as promessas do batismo.

O cristão que entendeu tudo isso celebra a Semana Santa com grande alegria e recebe muitas graças. Por outro lado, aqueles que fogem para as praias e os passeios, fazendo dela apenas um grande feriado, é porque ainda não entenderam a grandeza dessa data sagrada e não experimentaram ainda suas graças. Ajudemos essas pessoas a conhecer tão grande mistério de amor!

A espiritualidade dos três dias
O cristão católico, convicto, celebra com alegria cada função litúrgica do Tríduo Pascal e da Páscoa. Toda a Quaresma nos prepara para celebrar com as disposições necessárias a Semana Santa. Ela se inicia com a celebração da entrada de Jesus em Jerusalém (Domingo de Ramos). O povo simples e fervoroso aclama Jesus como Salvador. E grita: “Hosana!”; “Salva-nos!” Ele é o Redentor do homem. Nós também precisamos proclamar que Ele e só Ele é o nosso Salvador (cf. At 4,12).

Na Missa dos Santos Óleos, a Igreja celebra a Instituição do Sacramento da Ordem e a bênção dos santos óleos do batismo, da crisma e da unção dos enfermos. Na Missa do Lava-pés, na noite da Quinta-Feira Santa, a Igreja celebra a Última Ceia de Jesus com os apóstolos, na qual o Senhor instituiu a Sagrada Eucaristia e lhes deu as últimas orientações.

Na Sexta-Feira Santa, a Igreja guarda o Grande Silêncio diante da celebração da Morte do seu Senhor. Às três horas da tarde, é celebrada a Paixão e Morte do Senhor. Em seguida, há a Procissão do Senhor morto por cada um de nós. Cristo não está morto nem morre outra vez, mas celebrar a Sua Morte é participar dos frutos da Redenção.

Na Vigília Pascal, a Igreja canta o “Exultet”, o canto da Páscoa, a celebração da Ressurreição do Senhor, que venceu a morte, a dor, o inferno e o pecado. É o canto da Vitória. “Ó morte, onde está o teu aguilhão?”

vitória de Cristo é a vitória de cada um de nós que morreu com Ele no batismo e ressuscitou para a vida permanente em Deus; agora e na eternidade.

Celebrar a Semana Santa é celebrar a vida, a vitória para sempre. É recomeçar uma vida nova, longe do pecado e em comunhão mais íntima com Deus. Diante de um mundo carente de esperança, que desanima da vida, porque não conhece a sua beleza, celebrar a Semana Santa é fortalecer a esperança que dá a vidaO Papa Bento XVI disse em sua Encíclica “Spe Salvi” que sem Deus não há esperança, e sem esperança não há vida.

Esta é a Semana Santa que o mundo precisa celebrar para vencer seus males, suas tristezas e desesperanças.

fonte:https://formacao.cancaonova.com/liturgia/tempo-liturgico/semana-santa/celebrar-a-semana-santa-e-celebrar-a-vida-a-vitoria-para-sempre.Prof.Felipe de Aquino

segunda-feira, 30 de março de 2026

Segunda feira santa. 5 dicas para viver bem a Semana Santa

                                              

Alguns dias atrás, veio falar comigo uma pessoa, pedindo que eu rezasse muito em sua intenção, porque tem urgências e importantes problemas. De repente, senti na alma que isso não é agradável a Deus e lhe respondi que não rezaria em sua intenção: "Vou rezar pela senhora de maneira geral." Depois de alguns dias essa senhora veio de novo falar comigo e me agradeceu por não ter rezado naquela intenção, mas por ela, porque tinha um plano vingativo em relação a certa pessoa a quem devia honra e respeito em virtude do quarto mandamento. Nosso Senhor mudara o seu interior, e ela mesma reconheceu a sua culpa; no entanto, ficou admirada que eu tivesse perscrutado o seu segredo. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 958]. Jesus eu confio em Vós.

SEMANA SANTA TEMPO DE REFLEXÃO

“Ouve-me, Senhor, pois tua piedade é benigna,
conforme tua grande misericórdia olha para mim” (Sl 68, 17).

Celebrar a Semana Santa é celebrar a vitória de Cristo em nossa vida. Cada um de nós é convidado a recomeçar, a deixar o pecado e iniciar uma vida nova; por isso, vivamos com intensidade a Paixão de Cristo, que é uma via de dor, mas também o caminho da esperança e salvação.

Estamos no tempo oportuno para refletirmos a nossa vida e nos determinar a morrer para o pecado, assumindo uma vida nova em Cristo. “Nestes dias do Tríduo Sagrado, não nos limitemos a celebrar a Paixão do Senhor, mas entremos no mistério, façamos nossos os Seus sentimentos e as Suas atitudes. Assim, a nossa Páscoa será feliz” (Papa Francisco).
Jesus, eu confio em Vós!
5 dicas para viver bem a Semana Santa

1. No Domingo, que marca o início da Semana Santa, busque adornar algum canto da sua casa com ramos, que são o símbolo deste dia. De preferência, coloque-os na porta do seu lar, para representar a entrada de Jesus na sua casa (e na sua vida) neste tempo. Leia e medite o Evangelho segundo São Lucas, 19 (28 – 40).

2. Na Quinta-feira, dia em que tradicionalmente a Igreja realiza o rito do Lava Pés, reproduza a cena vivida por Cristo e seus discípulos com a sua família. Separe um recipiente com água e lave os pés dos seus familiares, em espírito de oração e de profunda compaixão.
Aproveite o momento para exercitar o perdão e reconcilie-se com aqueles que ainda estão distantes de você por eventuais mágoas passadas/situações mal resolvidas. Leia e medite o Evangelho segundo São João, 13 (1 – 20).

3. Na Sexta-feira, dia em que se recorda a Paixão do Senhor, busque meditar, às 15h, sobre a morte de Jesus, de preferência com a Leitura do Evangelho segundo São Mateus, 27 (na íntegra), diante de um Crucifixo. Aproveite para rezar, neste mesmo horário, o Terço da Misericórdia.

4. No Sábado, busque viver o silêncio. Este dia representa uma grande espera pelo novo que vem. Reúna a sua família para a oração do Ofício da Imaculada Conceição e para a oração do Terço diante de uma imagem de Nossa Senhora. Maria foi aquela que, silenciosamente, aguardou o cumprimento das promessas divinas. Medite sobre as dores de Nossa Senhora e reze por todas as mães que sofrem no mundo.

Ao final da tarde, reúna os seus e medite com a reflexão abaixo:

“Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam havia séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai, antes de tudo, à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, e agora libertos dos sofrimentos. O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, o nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito, cheio de admiração: O meu Senhor está no meio de nós. E Cristo respondeu a Adão: E com o teu espírito. E tomando-o pela mão, disse: Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e, com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: “Saí!”; e aos que jaziam nas trevas: “Vinde para a luz!”; e aos entorpecidos: “Levantai-vos!.”

Clame o Espírito Santo de Deus para que livre a sua alma das mãos do inimigo, das seduções do mundo e das más inclinações da carne. Faça propósitos de mudança de vida com o coração arrependido, acolhendo a Divina Misericórdia zela por você.

A partir da noite do Sábado, prepare-se para participar da Vigília Pascal. Ter velas para cada membro da Família, pois este é o momento em que renovaremos as promessas do nosso Batismo e ascenderemos a vela como sinal de que as trevas foram dissipadas: estamos prontos para acolher a verdadeira luz, que é Cristo Ressuscitado.

5. Finalmente, no Domingo de Páscoa, busque adornar os móveis da sua casa com toalha brancas, que representam a pureza do novo, da Ressurreição.

Em família, medite com o Evangelho segundo São João, 20 (na íntegra). Não se esqueça que esse deve ser um dia de alegria e de muito louvor. Dê o seu melhor para Deus nas vestes e na arrumação da casa, com amor e simplicidade de coração. Realize atos concretos de caridade para com aqueles que você conhece.

Fonte:https://www.comshalom.org/confira-5-dicas-para-viver-bem-a-semana-santa-em-casa/
Uma abençoada Semana Santa a nós! 

Novena "Almas Aflitas"
Segunda-feira, dia dedicado as Almas do Purgatório.
"Pai Eterno, eu vos ofereço o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, intercedei pelas almas aflitas.
E vós, almas aflitas, ide perante a Deus e pedi a graça que necessito (fazer o pedido)". Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e o Glória.

“Dai Senhor as almas o descanso eterno e que a luz perpétua as ilumine, Descansem em paz. Amém”.

domingo, 29 de março de 2026

Domingo de Ramos - Paixão do Senhor.

                                      

A pura oblação da minha vontade se consumirá no altar do amor. E, para que o meu sacrifício seja perfeito, uno-me estreitamente com o sacrifício de Cristo na Cruz. Mas, quando, sob a influencia de grandes sofrimentos, a minha natureza tremer, e quando as forças físicas e espirituais diminuírem, então, me ocultarei no fundo da Chaga aberta do Coração de Jesus, calando-me como uma pomba, não me queixando. Que todas as minhas predileções, ainda que as mais santas, mais belas e mais nobres, fiquem sempre em último plano, e, em primeiro lugar, a Vossa santa vontade. O menor desejo Vosso, Senhor, me é mais caro do que o céu com todos os tesouros. Sei bem que as criaturas não me compreenderão e, por isso, o meu sacrifício será mais puro aos Vossos olhos. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 957]. Jesus eu confio em Vós.

                            

sábado, 28 de março de 2026

Sábado da quinta semana da quaresma. Estamos a porta da semana maior do Cristão. Salve Maria.

                                    

+ Depois dessas palavras veio-me à alma o conhecimento da vontade de Deus, isto é - que vejo tudo de um ponto de vista superior e aceito com amor todos os acontecimentos e coisas, desagradáveis ou agradáveis, como provas de especial predileção do Pai celestial. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 956]. Jesus eu confio em Vós.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DAS DORES.

Ó Mãe das Dores, Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida. Mãe, pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida à eternidade. E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me falte. Para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema, e assim direi: Jesus e Maria, entrego-vos minha alma. Amém.

Dignai-Vos, ó Maria, de inspirar a todos os fiéis uma terna e viva compaixão para com os nossos irmãos falecidos: comunicai-lhes a todos um ardente desejo de oferecer pelas almas obras meritórias, e lucrar as indulgências que lhes forem aplicáveis, gozar da presença de Deus. E agora, Senhora, ouvi a súplicas que por elas Vos dirigimos. Para que possam sair daquele cárcere tenebroso, imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que Deus lhes perdoe a pena dos seus pecados.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade. 
Para que se apaguem as chamas que as abrasam.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que um raio de luz celeste ilumine as suas horrendas trevas.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que sejam consoladas em seu triste abandono.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.  
Para que alcancem o alívio de suas penas e angústias.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.  
Para que a sua tristeza se troque em perpétua alegria.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que satisfaçam prestes seus ardentes desejos de entrar na glória.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas de nossos pais e filhos.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas de nossos irmãos e irmãs.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas de nossos amigos.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas de nossos benfeitores.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.  
Pelas almas que sofrem naquelas chamas por culpa nossa.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas dos que em vida nos fizeram sofrer.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.  
Pelas almas mais desamparadas.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas que sofrem maiores tormentos.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas que em vida mais Vos amaram e a Vosso divino Filho.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas almas que há mais tempo sofrem.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Por todas as almas do Purgatório.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.  
Pela Vossa inefável misericórdia.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.  
Pelo Vosso incomensurável poder.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pela Vossa maternal bondade.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pela Vossa incomparável maternidade.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas Vossas preciosas lágrimas.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas Vossas acerbas dores.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pela Vossa santa morte.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pelas cinco chagas de Vosso amado Filho.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Por Seu sangue divino, por nosso amor derramado.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Pela Sua morte dolorosíssima no duro madeiro da Cruz.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que a gloriosa legião dos Santos as socorram sem cessar.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que os nove coros dos Anjos as recebam com alegria.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que sobre elas lanceis um olhar de compaixão.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que as torne felizes a vista de Vosso divino Filho.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que sejam bem-aventuradas, contemplando a Trindade Santíssima.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que a nossa devoção para com elas seja cada dia mais fervorosa.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que se ofereçam cada vez mais orações, indulgências e obras satisfatórias em sufrágio delas.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que nós recebamos o prêmio eterno da nossa devoção pelas almas.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Para que as almas, que houvermos libertado do Purgatório, façam algum dia o mesmo em nosso favor.
Imploramos o Vosso perpétuo socorro, ó Mãe de bondade.
Oração: Ó Mãe compassiva do perpétuo socorro, olhai benigna para essas almas aflitas, que Deus em Sua justiça retêm, mergulhadas nas chamas do Purgatório.  Elas são objetos queridos do Coração de Vosso divino Filho, amaram-no durante a vida, e presentemente ardem em desejos vivíssimos de vê-lo e possuí-lo; não podem, porém, por si mesmas quebrar as suas cadeiras, nem sair do fogo devorador que as abrasa. Comova-se o Vosso terníssimo coração à vista de suas dores. Dignai-Vos consolá-las, pois Vos amam e suspiram continuamente por Vós. São filhas Vossas , mostrai-lhes que sois a Mãe do perpétuo socorro. Visitai-as, aliviai suas penas, abreviai seus sofrimentos, e apressai-Vos em livrá-las, alcançando-lhes de Vosso divino Filho a aplicação dos merecimentos infinitos do santo sacrifício que por elas se celebra. Um credo:  Creio…
(Oração retirada do livro: A Sagrada família por um Padre Redentorista, 1910)

sexta-feira, 27 de março de 2026

Sexta feira da quinta semana da quaresma. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 1 João 4:19.

 

15.02.1937. Hoje ouvi estas palavras na alma. Hóstia agradável a Meu Pai! Saiba isto, Minha filha, que toda a Santíssima Trindade tem especial predileção por ti, porque vives exclusivamente da vontade de Deus. Não há sacrifício que possa ser comparado a isso. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 955]. Jesus eu confio em Vós.

Ó Coração de Cristo, sarça de penetrantes espinhos. Toda a vida de Cristo até à Sua gloriosa Ressurreição, foi Cruz e martírio, porque desde o primeiro instante, Cristo aceitou o preço da redenção marcado pelo Pai, marcado no Seu plano salvífico. A visão dos Seus sofrimentos redentores foi tão viva que, no Jardim das Oliveiras, Lhe fez suar sangue. Saibamos transformar os nossos sofrimentos em prova de amor. 

Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
1 João 4:19

Seja constante no amor fraternal.
Hebreus 13:1

Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço.

João 15:10