sábado, 7 de novembro de 2015

Maria socorre as almas do Purgatório.

"Ó Maria, minha doce Mãe, Entrego-Te toda minha alma, meu corpo e meu pobre coração, Seja a guardiã da minha vida, especialmente na hora da morte, na última luta.” [Diário 161]. Jesus, Maria, salvai as almas!
  Maria pode socorrer as almas

Um dia, escreve Santa Brígida nas suas Revelações, disse-me a Virgem Santíssima:
— “Eu sou a Rainha do céu, eu sou a Mãe de misericórdia, e o caminho por onde voltam os pecadores a Deus. Não há pena no purgatório que não se alivie e que por mim não se torne menor do que si o fora sem mim”. Outra vez a Santa ouviu Jesus dizer à sua Mãe: “Tu és minha Mãe, és a Rainha do céu, és a Mãe de misericórdia, és o consolo dos que estão no purgatório e a esperança dos pecadores na terra”. A providencia maternal de Nossa Senhora se estende sobre seus filhos na terra e no purgatório. Ela nos socorre e ajuda até depois da morte nas chamas expiadoras. É uma verdade de fé que as almas do purgatório podem ser não só aliviadas em seus padecimentos, mas até libertadas das chamas expiadoras pelas orações, satisfações e boas obras, e pelo Santo Sacrifício da Missa, enfim, pelos sufrágios dos vivos. 

Segundo Santo Tomás de Aquino, duas coisas concorrem para que o sufrágio dos vivos aproveitem aos mortos: a caridade que une a todos, e a intenção que tem eles de socorrer os mortos. Quanto ao primeiro, nenhum meio existe maior de um vínculo de caridade que o Santo Sacrifício da Missa, o Sacramento que é o vínculo dos fiéis da Igreja. Quanto à outra, a oração, tem a vantagem de levar nossa intenção diretamente a Deus quando se invoca a Divina Misericórdia.
Ora, quem pode negar que os Santos do céu já purificados, possuam a caridade em estado de perfeição na glória e a intenção reta de ajudar às benditas almas sofredoras? Quem melhor do que eles conhece o sofrimento daquelas almas? Não há dúvida, os Santos na glória podem e socorrem as almas do purgatório. Quanto mais a Rainha dos Santos!

Pois se Maria tem todo poder no céu e na terra, se é Mãe dos remidos, Mãe de Deus, não há de poder socorrer como e quando queira os seus filhos da Igre­ja padecente?
Sim, não há teólogo seguro que o conteste, e a tradição de tantos séculos confirma esta consoladora verdade: Maria socorre seus fiéis servos depois da morte. Estende até o purgatório seu manto protetor de Mãe e Refúgio dos pecadores.

Como socorre Maria as almas sofredoras?

Há muitas maneiras do poder misericordioso de Maria socorrer às benditas almas padecentes. O pri­meiro meio e mais frequente, diz o Pe. Terrien, S. J. é o pensamento e a vontade que inspira aos fiéis ainda vivos neste mundo, de orar, sofrer e trabalhar pela libertação das pobres almas. Quantos de­votos de Nossa Senhora não sentem de repente uma inspiração, um desejo de sufragar os seus mortos queridos ou o desejo de trabalharem pelo sufrágio do purgatório! É a Mãe bendita quem inspira estes bons desejos e resoluções. Não tem Ela nas mãos os corações de seus filhos? Um dia um santo Irmão coadju­tor da Companhia de Jesus orava fervorosamente diante de uma imagem da Virgem Imaculada. Enquanto rezava, veio-lhe um certo escrúpulo do pouco zelo que tinha em orar e sufragar as almas do purgatório. Uma voz misteriosa lhe disse, então:
— “Meu filho, meu filho, lembra-te dos defuntos!
—Sim, minha Mãe, o farei doravante, respondeu o piedoso Irmão. E desde aquele dia se entregou às boas obras e sacrifícios e orações pelas almas.
Quantas vezes Nossa Senhora em tantas revelações particulares pediu orações pelos mortos! Ain­da em Fátima recomenda aos Pastorinhos a jaculatória: "Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do in­ferno, aliviai as almas do purgatório, especialmente as mais abandonadas!”

Maria, pois, ajuda os fiéis do purgatório inspirando sufrágios aos seus filhos da terra e depois, oferecendo por estas almas cativas, não as satisfações atuais, pois no céu não há sofri­mento nem expiação, mas o que Ela padeceu e mere­ceu neste mundo. Haverá maior tesouro depois dos méritos de Cristo que os méritos de Maria?

Maria Santíssima, pois, por estes dois meios po­de e realmente socorre as almas. A Igreja, na sua liturgia, confirma esta piedosa crença e esta verdade consoladora quando assim ora na Missa dos Defun­tos: “Ó Deus que perdoais aos pecadores e desejais a salvação dos homens, imploramos a vossa clemên­cia por intercessão da Bem-aventurada Maria sempre Virgem, e de todos os Santos em favor de nossos ir­mãos, parentes e benfeitores que saíram deste mun­do, a fim de que alcancem a bem-aventurança eterna”.
Por terem as almas maior precisão de socorro, escreve Santo Afonso de Ligório, empenha-se a Mãe de Misericórdia com seio ainda mais intenso em au­xiliá-las. Elas muito padecem e nada podem fazer por si mesmas. Diz São Bernardino que Maria desce ao cárcere do purgatório onde tem certo domínio e poder para aliviar e libertar estas esposas de Jesus Cristo. Trás alívio às almas. Aplica-lhes o Santo es­ta palavra do Eclesiástico: Caminho por sobre as on­das do mar. Compara as ondas às penas da pur­gatório, porque são transitórias, e por isso diferentes das do inferno, que nunca passam. Chama-as ondas do mar porque são penas muito amargas. Os de­votos da Virgem, aflitos com estas penas, são por Ela visitados e socorridos frequentemente. Eis, pois como socorre Maria as almas do purgatório.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A esperança dos céus novos e da terra nova.

“Ó Jesus, pelo Vosso Coração tão compassivo, como por um cristal, passaram a nós os raios da Misericórdia de Deus.” [Diário 1553]. Jesus eu confio em Vós!

VI. A esperança dos céus novos e da terra nova - Catecismo da Igreja Católico

1042 No fim dos tempos, o Reino de Deus chegara à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado: Então a Igreja será "consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo"
1043 Esta renovação misteriosa, que há de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura a chama de "céus novos e terra nova" (2Pd 3,13). Sera a realização definitiva do projeto de Deus de "reunir, sob um só chefe, Cristo, todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra" (Ef 1,10).

1044 Neste "universo novo", a Jerusalém celeste, Deus terá sua morada entre os homens. "Enxugará toda lágrima de seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram!" (Ap 21,4).

1045 Para o homem, esta consumação será a realização última da unidade do gênero humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrinante era "como o sacramento". Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos remidos, a cidade santa de Deus (Ap 21,2), "a Esposa do Cordeiro" (Ap 21,9). Esta não será mais ferida pelo pecado, pelas impurezas, pelo amor-próprio, que destroem ou ferem a comunidade terrestre dos homens. A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será a fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua.

1046 Quanto ao cosmos, a Revelação afirma a profunda comunidade de destino do mundo material e do homem:Pois a criação em expectativa anseia pela revelação dos filhos de Deus (...) na esperança de ela também ser libertada da escravidão da corrupção (...). Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos interiormente, suspirando pela redenção de nosso corpo (Rm 8,19-23).
1047 Também o universo visível está, portanto, destinado a ser transformado, "a fim de que o próprio mundo, restaurado em seu primeiro estado, esteja, sem mais nenhum obstáculo, a serviço dos justos", participando de sua glorificação em Cristo ressuscitado.
1048 "Ignoramos o tempo da consumação da terra e da humanidade e desconhecemos a maneira de transformação do universo. Passa certamente a figura deste mundo deformada pelo pecado, mas aprendemos que Deus prepara uma nova morada e nova terra. Nela reinará a justiça, e sua felicidade irá satisfazer á e superar todos os desejos de paz que sobem aos corações dos homens."

1049 "Contudo, a expectativa de uma terra nova, longe de atenuar, deve impulsionar em vós a solicitude pelo aprimoramento desta terra. Nela cresce o corpo da nova família humana que já pode apresentar algum esboço do novo século. Por isso, ainda que o progresso terrestre se deva distinguir cuidadosamente do aumento do Reino de Cristo, ele é de grande interesse para o Reino de Deus, na medida em que pode contribuir para melhor organizar a sociedade humana. "

1050 "Com efeito, depois que propagarmos na terra, no Espírito do Senhor e por ordem sua, os valores da dignidade humana, da humanidade fraterna e da liberdade, todos estes bons frutos da natureza e de nosso trabalho, nós os encontraremos novamente, limpos, contudo, de toda impureza, iluminados e transfigurados, quando Cristo entregar ao Pai o reino eterno e universal. Deus será, então, "tudo em todos" (1 Cor 15,28), na Vida Eterna:
A vida, em sua própria realidade e verdade, é o Pai que, pelo Filho e no Espírito Santo, derrama sobre todos, sem exceção, dons celestes. Graças à sua misericórdia também nós, os homens, recebemos a promessa indefectível da Vida Eterna.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O Juízo Final.

“Foi à luz dos Vossos raios da Misericórdia que compreendi quanto me amais.” [Diário 1487]. Jesus eu confio em Vós!
V. O Juízo Final - Catecismo da Igreja Católica
1038 A ressurreição de todos os mortos, "dos justos e dos injustos" (At 24,15), antecederá o Juízo Final. Este será "a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento" (Jo 5,28-29). Então Cristo "virá em sua glória, e todos os anjos com Ele. (...) E serão reunidas em sua presença todas as nações, e Ele há de separar os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e por as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. (...) E irão estes para o castigo eterno, e os justos irão para a Vida Eterna" (Mt 25,31-33.46).
1039 É diante de Cristo - que é a Verdade - que será definitivamente desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. O Juízo Final há de revelar até as últimas conseqüências o que um tiver feito de bem ou deixado de fazer durante sua vida terrestre:
Todo o mal que os maus praticam é registrado sem que o saibam. No dia em que "Deus não se calará" (Sl 50,3), voltar-se-á para os maus: "Eu havia", dir-lhes-á, "colocado na terra meus pobrezinhos para vós. Eu, seu Chefe, reinava no céu à direita do meu Pai, mas na terra os meus membros passavam fome. Se tivésseis dado aos meus membros, vosso dom teria chegado até a Cabeça. Quando coloquei meus pobrezinhos na terra, os constituí meus tesoureiros para recolher vossas boas obras em meu tesouro; vós, porém, nada depositastes em suas mãos, razão por que nada possuís junto a mim"
1040 O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte.

1041 A mensagem do Juízo Final é apelo à conversão enquanto Deus ainda dá aos homens "o tempo favorável, o tempo da salvação" (2Cor 6,2). O Juízo Final inspira o santo temor de Deus. Compromete com a justiça do Reino de Deus. Anuncia a "bem-aventurada esperança" (Tt 2,13) da volta do Senhor, que “virá para ser glorificado na pessoa de seus santos e para ser admirado na pessoa de todos aqueles que creram (2Ts 1,10).

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O Purgatório

“Ó Jesus, desejo viver o momento presente, viver como se este dia fosse o último da minha vida.” [Diário 1183]. Jesus eu confio em Vós!
HOJE CELEBRAMOS SÃO CARLOS BORROMEU
Conservai, ó Deus, no vosso povo o espírito que animava São Carlos Borromeu, para que a vossa Igreja, continuamente renovada e sempre fiel ao Evangelho, possa mostrar ao mundo a face de Cristo.
Assim como fizestes dele um grande bispo, pela vigilância pastoral e esplêndidas virtudes, concedei-nos frutificar sempre em boas obras.
Dai-nos sua intercessão, que sejamos constantemente fiéis no vosso serviço e fervorosos na caridade. Amém!
III. A purificação final ou Purgatório - Catecismo da Igreja Católica
1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.
1031 A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório, sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador:
No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem presente século nem no século futuro (Mt 12,32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro.
1032 Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: "Eis por que ele (Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado" (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos:
Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.
IV. O Inferno
1033 Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmos: "Aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele" (1 Jo 3,14-15). Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados dele se deixarmos de ir ao encontro das necessidades graves dos pobres e dos pequenos que são seus irmãos morrer em pecado mortal sem ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de auto­-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra "inferno".
1034 Jesus fala muitas vezes da "Geena", do "fogo que não se apaga", reservado aos que recusam até o fim de sua vida crer e converter-se, e no qual se pode perder ao mesmo tempo a alma e o corpo. Jesus anuncia em termos graves que "enviar seus anjos, e eles erradicarão de seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, e os lançarão na fornalha ardente" (Mt 13,41-42), e que pronunciar a condenação: "Afastai-vos de mim malditos, para o fogo eterno!" (Mt 25,41).
1035 O ensinamento da Igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, "o fogo eterno". A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira.
1036 As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja acerca do Inferno são um chamado à responsabilidade com a qual o homem deve usar de sua liberdade em vista de seu destino eterno. Constituem também um apelo insistente à conversão: "Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à vida. E poucos são os que o encontram" (Mt 7,13-14):
Como desconhecemos o dia e a hora, conforme a advertência do Senhor, vigiemos constantemente para que, terminado o único curso de nossa vida terrestre, possamos entrar com ele para as bodas e mereçamos ser contados entre os benditos, e não sejamos, como servos maus e preguiçosos, obrigados a ir para o fogo eterno, para as trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.
1037 Deus não predestina ninguém para o Inferno; para isso é preciso uma aversão voluntária a Deus (um pecado mortal) e persistir nela até o fim. Na Liturgia Eucarística e nas orações cotidianas de seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, que quer "que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se" (2Pd 3,9):
Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda de vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Depois da morte.

 “Oh! Como é grande a misericórdia de Deus; que toda alma a glorifique.” [Diário  917]. Jesus eu confio em Vós!
O que vem depois da morte - Catecismo da Igreja Católica

1020 O cristão, que une sua própria morte à de Jesus, vê a morte como um caminhar ao seu encontro e uma entrada na Vida Eterna. Depois de a Igreja, pela última vez, pronunciar as palavras de perdão da absolvição de Cristo sobre o cristão moribundo, selá-lo pela última vez com uma unção fortificadora e dar-lhe o Cristo no viático como alimento para a Viagem, diz-lhe com doce segurança estas palavras:
Deixa este mundo, alma cristã, em nome do Pai Todo-Poderoso que te criou, em nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, que sofreu por ti, em nome do Espírito Santo que foi derramado em ti. Toma teu lugar hoje na paz e fixa tua morada com Deus na santa Sião, com a Virgem Maria, a Mãe de Deus, com São José, os anjos e todos os santos de Deus. (...) Volta para junto de teu Criador, que te formou do pó da terra. Que na hora em que tua alma sair de teu corpo se apressem a teu encontro Maria, os anjos e todos os santos. (...) Que possas ver teu Redentor face a face (...).

I. O Juízo Particular
1021 A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo. O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes afirma também a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada um em função de suas obras e de sua fé. A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão assim como outros textos do Novo Testamento, falam de um destino último da alma pode ser diferente para uns e outros.

1022 Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre.
No entardecer de nossa vida, seremos julgados sobre o amor.

II. O Céu
1023 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem “tal como ele é" (1Jo 3,2), face a face (1Cor 13,12):

Com nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (...) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição em seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.
1024 Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e de amor com ela, com a Virgem Maria, os anjos e todos os bem-aventurados, é denominada "o Céu". O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva.

1025 Viver no Céu é "viver com Cristo". Os eleitos vivem "nele", mas lá conservam - ou melhor, lá encontram – sua verdadeira identidade, seu próprio nome.
"Vita est enim esse cum Christo; ideo ubi Christus, ibi vita, ibi regnum - Vida é, de fato, estar com Cristo; aí onde está Cristo, aí está a Vida, aí está o Reino".

1026 Por sua Morte e Ressurreição, Jesus Cristo nos "abriu" o Céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associou à sua glorificação celeste os que creram nele e que ficaram fiéis à sua vontade. O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele.
1027 Este mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo supera toda compreensão e toda imaginação. A Escritura fala-nos dele em imagens: vida, luz, paz, festim de casamento, vinho do Reino, casa do Pai, Jerusalém celeste, Paraíso. "O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam" (1Cor 2,9).

1028 Em razão de sua transcendência, Deus só poder ser visto tal como é quando Ele mesmo abrir seu mistério à contemplação direta do homem e o capacitar para tanto. Esta contemplação de Deus em sua glória celeste é chamada pela Igreja de "visão beatifica".
Qual não ser tua glória e tua felicidade: ser admitido a ver a Deus, ter a honra de participar das alegrias da salvação e da luz eterna na companhia de Cristo, o Senhor teu Deus (...) desfrutar no Reino dos Céus, na companhia dos justos e dos amigos de Deus, as alegrias da imortalidade adquirida.
1029 Na glória do Céu, os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira. Já reinam com Cristo; com Ele “reinarão pelos séculos dos séculos" (Ap 22,5).

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O dia dos mortos.

 “Vós morrestes, Jesus, mas uma fonte de vida jorrou para as almas e abriu-se um mar de misericórdia para o mundo.” [Diário 1319]. Jesus eu confio em Vós!
EVANGELO DE SÃO JOÃO CAPÍTULO 14
1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.
3 E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.
ORAÇÕES PELOS FALECIDOS
Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por ......... (nome do falecido), que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de Vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. (Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria).
Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém.

Ouvi, ó Pai, as preces dos que crêem na ressurreição do vosso Filho e aumentai a nossa esperança na ressurreição dos nossos irmãos falecidos.
Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá e todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre, diz Jesus.
Em Jesus brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição e aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Ó Pai, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível.
Nas vossas mãos, Pai de misericórdia, entregamos a alma de nosso falecido, na firme esperança de que ele ressurgirá com Cristo no último dia, como todos os que no Cristo adormeceram. Escutai na vossa misericórdia as nossas preces: abri para nossos queridos falecidos(as) as portas do paraíso, e a nós que ficamos, concedei que nos consolemos uns aos outros com as palavras da fé, até o dia em que nos encontraremos todos no Cristo e assim estaremos sempre convosco.
Senhor Deus da vida, Criador de tudo o que existe, estamos diante da sepultura de parentes falecidos.
Teu Filho Jesus ensinou que nossa vida é como semente que deve morrer para produzir frutos.
Senhor, queremos agradecer-te pelo bem que recebemos de nossos falecidos.
Nós acreditamos que continuam vivos diante de ti, vivos de uma vida que não tem mais nenhum fim, nem dor, nem lágrimas.
Que teu amado Filho, o Bom Pastor, leve nossos entes queridos falecidos nos ombros. E a nós que aqui ficamos, a consolação uns aos outros com as Santas palavras de fé e de esperança que nos fala por São João. Cremos, Senhor, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

domingo, 1 de novembro de 2015

Novembro, mês dedicado às Almas do Purgatório.

“Sede bendito, ó Deus, por tudo que me enviais. Sem a Vossa vontade nada sucede debaixo do sol.” [Diário 1208]. Jesus eu confio em Vós!

O mês de novembro é dedicado às almas do purgatório. Purgatório quer dizer estado de purificação. Purificação de que? Das culpas e penas devidas pelos pecados.
Que são culpas e penas?
Para entendermos isto é preciso saber que todo pecado gera uma ofensa à qual corresponde uma culpa e também um prejuízo ao qual corresponde uma pena. “Almas penadas” são aquelas que devem pagar uma pena. Conforme o pecado – mortal ou venial – também é a gravidade da culpa e da pena, que pode ser eterna ou temporal.
O sacramento da penitência perdoa a culpa e a pena eterna, mas o pecador deve reparar os prejuízos causados pelos próprios pecados cumprindo alguma penitência para descontar as penas devidas.
As flores e velas expressam os sentimentos dos vivos pelos falecidos, mas o melhor consolo e a oferta mais proveitosa para os vivos e falecidos são as orações, penitências e boas obras. A melhor oração para lucrar a indulgência pelos falecidos é a Santa Missa, em que Jesus mesmo se oferece em expiação das penas dos falecidos. Nós podemos fazer boas obras e orações, que aplicadas às almas do purgatório alcançam-lhes o perdão de suas culpas e penas.
Que são Indulgências? Indulgência é a remissão ou perdão da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa. O pecado é uma ofensa a Deus a qual gera uma culpa e ao mesmo tempo um prejuízo, uma desordem, que devem ser reparados por uma pena.
A indulgência é parcial ou plenária, conforme perdoe em parte ou no todo a pena temporal devida pelos pecados.
Para alguém poder lucrar indulgências, deve ser batizado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas.
No tempo de Finados, concede-se uma Indulgência plenária, só aplicável aos defuntos: d
iariamente, do 1º ao 8º dia de novembro, aos que visitarem os cemitérios. No dia dos finados, todas as vezes aos que visitarem uma igreja. Para adquirir a indulgência plenária é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e preencher essas três condições:
a) Confissão sacramental.
b) Comunhão eucarística.
c) Oração nas intenções do Sumo Pontífice – Creio, Pai Nosso, nas intenções do Papa.
Os restantes dos dias concede-se Indulgência Parcial.
Fonte:https://www.facebook.com/permalink.php?id=702789536416714&story_fbid=702799783082356

ORAÇÕES PELOS FALECIDOS: Ó Deus, vossos dias não tem fim e vossa misericórdia não tem limites, fazei-nos sempre lembrar a brevidade da vida e a incerteza da hora da morte. Que vosso Espírito Santo nos conduza neste mundo, todos os dias de nossa vida na santidade e na justiça. E depois de vos servirmos na terra na comunhão de vossa igreja, na confiança de uma fé segura, na consolação da esperança e na perfeita caridade para com todos, possamos chegar ao vosso reino. Por Cristo Senhor nosso. Amém
HOJE É DIA DE TODOS OS SANTOS
Ladainha de Todos os Santos

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das Virgens, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Gabriel, rogai por nós.
São Rafael, rogai por nós.
Todos os Santos Anjos e Arcanjos, rogai por nós.
Todas as santas ordens de Espíritos bem-aventurados, rogai por nós.
São João Batista, rogai por nós.
São José, rogai por nós.
Todos os santos Patriarcas e Profetas, rogai por nós.
São Pedro, rogai por nós.
São Paulo, rogai por nós.
Santo André, rogai por nós.
São João, rogai por nós.
Todos os santos Apóstolos e Evangelistas, rogai por nós.
Todos os santos Discípulos do Senhor, rogai por nós.
Santo Estêvão, rogai por nós.
São Lourenço, rogai por nós.
São Vicente, rogai por nós.
Todos os santos Mártires, rogai por nós.
São Silvestre, rogai por nós.
São Gregório, rogai por nós.
Santo Agostinho, rogai por nós.
Todos os santos Pontífices e Confessores, rogai por nós.
Todos os santos Doutores, rogai por nós.
Santo Antão, rogai por nós.
São Bento, rogai por nós.
São Domingos, rogai por nós.
São Francisco, rogai por nós.
Todos os santos Sacerdotes e Levitas, rogai por nós.
Todos os santos Monges e Eremitas, rogai por nós.
Santa Maria Madalena, rogai por nós.
Santa Inês, rogai por nós.
Santa Cecília, rogai por nós.
Santa Águeda, rogai por nós.
Santa Anastácia, rogai por nós.
Todas as santas Virgens e Viúvas, rogai por nós.
Todos os Santos e Santas de Deus, intercedei por nós.
Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.
Sede-nos propício, ouvi-nos, Senhor.
De todo mal, livrai-nos, Senhor.
De todo pecado, livrai-nos, Senhor.
Da morte eterna, livrai-nos, Senhor.
Pelo mistério da vossa santa Encarnação, livrai-nos, Senhor.
Pela vossa Vinda, livrai-nos, Senhor.
Pelo vosso Nascimento, livrai-nos, Senhor.
Pelo vosso Batismo e santo Jejum, livrai-nos, Senhor.
Pela vossa Cruz e Paixão, livrai-nos, Senhor.
Pela vossa Morte e Sepultura, livrai-nos, Senhor.
Pela vossa santa Ressurreição, livrai-nos, Senhor.
Pela vossa admirável Ascensão, livrai-nos, Senhor.
Pela vinda do Espírito Santo Consolador, livrai-nos, Senhor.
No dia do Juízo, livrai-nos, Senhor.
Pecadores que somos, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que nos perdoeis, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis governar e conservar a vossa santa Igreja, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis conservar na santa religião o Sumo Pontífice e todas as ordens a hierarquia eclesiástica, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis humilhar os inimigos da santa Igreja, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis conceder a paz e a verdadeira concórdia aos reis e príncipes cristãos, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis confortar-nos e conservar-nos em vosso santo serviço, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis retribuir, com os bens sempiternos, a todos os nossos benfeitores, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis dar e conservar os frutos da terra, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis conceder o descanso eterno a todos os fiéis defuntos, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Para que vos digneis atender-nos, nós vos rogamos: ouvi-nos.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.