domingo, 6 de fevereiro de 2022

Deixaram tudo e o seguiram. Homens da Bíblia: José do Egito.

30.10.1937. Hoje, durante as cerimônias religiosas, durante a santa Missa e no segundo dia de ação de graças, vi Nosso Senhor em grande beleza – e Ele me disse: Minha filha, não te dispensei da ação.  -  respondi: “ Senhor, meu braço é fraco para  obras dessa envergadura”.- Sim, sei disso, mas unida com a Minha Mão direita realizarás tudo. No entanto, sê obediente, obedece aos confessores. Eu lhes darei luz para saberem como devem conduzir-te.  -  “Senhor, eu já queria iniciar a obra em Vosso Nome, porém o padre S. ainda está adiando”. – Jesus respondeu-me: Sei disso, e por isso faz o que está ao teu alcance, mas não podes esquivar-te. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 1374]. Jesus eu confio em Vós.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 5,1-11

Naquele tempo:

1Jesus estava na margem do lago de Genesaré,

e a multidão apertava-se ao seu redor

para ouvir a palavra de Deus.

2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago.

Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes.

3Subindo numa das barcas, que era de Simão,

pediu que se afastasse um pouco da margem.

Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.

4Quando acabou de falar, disse a Simão:

'Avança para águas mais profundas,

e lançai vossas redes para a pesca'.

5Simão respondeu:

'Mestre, nós trabalhamos a noite inteira

e nada pescamos.

Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes'.

6Assim fizeram,

e apanharam tamanha quantidade de peixes

que as redes se rompiam.

7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca,

para que viessem ajudá-los.

Eles vieram, e encheram as duas barcas,

a ponto de quase afundarem.

8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus,

dizendo: 'Senhor, afasta-te de mim,

porque sou um pecador!'

9É que o espanto se apoderara de Simão

e de todos os seus companheiros,

por causa da pesca que acabavam de fazer.

10Tiago e João, filhos de Zebedeu,

que eram sócios de Simão, também ficaram espantados.

Jesus, porém, disse a Simão:

'Não tenhas medo!

De hoje em diante tu serás pescador de homens.'

11Então levaram as barcas para a margem,

deixaram tudo e seguiram a Jesus.

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

JOSE DO EGITO

A História de José, Governador do Egito

A história de José do Egito, como assim ficou conhecido o filho de Jacó, com certeza é uma das mais notáveis dentre as histórias dos personagens bíblicos. A biografia de José desperta muita curiosidade entre as pessoas. Neste texto nós conheceremos o que realmente a Bíblia sobre quem foi José.

Quem foi José do Egito?

José foi o décimo primeiro filho de Jacó, e o primeiro com sua esposa que mais amava, Raquel. O capítulo 30 do livro de Gênesis descreve toda disputa entre Raquel e Lia, as duas esposas de Jacó. Raquel era estéril, e sofria por não poder dar filhos de seu ventre a Jacó. Porém, o texto bíblico diz que Deus lembrou-se de Raquel e a tornou fértil.  Então ela deu à luz a José e depois a Benjamim (Gênesis 30:22,23).

O nome “José” vem do hebraico Yosep e significa “que Ele (Deus) acrescente (filhos)”, ou “possa Ele acrescentar”. Tal significado fica esclarecido em Gênesis 30:24. Popularmente, José, filho de Jacó, ficou conhecido como “José do Egito”. É claro que essa designação se dá por conta do modo com que Deus o exaltou entre os egípcios.

José nasceu em Padã-Harã, seis anos antes de Jacó retornar à Canaã. Nessa época o patriarca tinha cerca de 90 anos de idade. O período histórico mais provável em que José viveu talvez seja a era dos Faraós Hicsos, entre 1720 a 1570 a.C.

A história de José, o filho predileto

José era o filho preferido de Jacó, pois além de ser seu filho da velhice, também era o filho de Raquel. José ganhou uma túnica especial de Jacó (Gênesis 37:3), o que demonstrava sua predileção. Outro fato que exemplifica essa condição de filho preferido, é o episódio do reencontro entre Jacó e Esaú. Naquela ocasião José e Raquel foram colocados no lugar mais seguro da comitiva.

Alguns argumentam que a túnica que Jacó lhe deu de presente talvez fosse um sinal de que o pai pretendia fazer de José seu principal herdeiro. Porém, não há base realmente sólida par considerar essa hipótese como certa.

Os primeiros sonhos de José

Os irmãos de José nitidamente tinham certa inveja e descontentamento em relação a ele (Gênesis 37:4). Mas foi depois dos dois sonhos que José teve que a situação ficou ainda mais complicada (Gênesis 37:11).

Nesses dois sonhos, a família de José se curvava diante dele (Gênesis 37:6-9). Esses sonhos se cumpriram quando seus irmãos foram até o Egito para poder comprar trigo devido à fome que assolava a região (Gênesis 42:9). Na ocasião José já era o governador do Egito.

José foi vendido pelos seus irmãos

Certo dia, José foi enviado por seu pai para encontrar seus irmãos e verificar como estava o rebanho. Porém, motivados pelo ciúme, os irmãos de José planejavam matá-lo, mas foram impedidos pelo irmão mais velho, Rúben (Gênesis 37:22).

Então eles o lançaram em uma cova, e ao passar pelo local uma caravana de ismaelitas-midianitas, tiveram a ideia de vendê-lo. Por fim, quando a caravana chegou ao Egito, José foi vendido pelos midianitas à Potifar, que era oficial de Faraó.

José na casa de Potifar

José começou a prosperar na casa de Potifar, até que foi promovido à supervisor da casa (Gênesis 39:4). A esposa de Potifar começou a se interessar por José e tentou seduzi-lo (Gênesis 39:10). Porém José era temente a Deus, e rejeitou a mulher.

Na última tentativa de sedução, a mulher de Potifar conseguiu ficar com a roupa de José nas mãos. Então ela aproveitou para sua isso como ferramenta de acusação contra José. O marido acreditou na acusação feita pela esposa e mandou José para a prisão.

José foi preso no Egito e interpretou sonhos na prisão

A prisão que José estava no Egito era para presos políticos. Mesmo em um local hostil, José foi abençoado por Deus e logo ocupou uma posição de destaque entre os presidiários. Na prisão ele conheceu dois funcionários da corte de Faraó: o padeiro e o copeiro.

Ambos sonharam em uma mesma noite, e coube a José interpretar tais sonhos. Vale ressaltar que os sonhos na cultura oriental da época eram considerados presságios, e encarados com muita seriedade e importância na vida das pessoas.

O copeiro sonhou com uma videira de três ramos, que brotou, floresceu e deu uvas, as quais ele espremeu na taça de Faraó e entregou a ele. Esse sonho significava que dentro de três dias o copeiro seria tirado da prisão, e retornaria a posição original que lhe pertencia. Após interpretar o sonho, José pediu para que o copeiro se lembra-se dele quando estivesse com Faraó, para que ele pudesse ser libertado daquela prisão.

O padeiro, por sua vez, sonhou que sobre sua cabeça havia três cestos. No cesto de cima havia vários tipos de pães e doces que Faraó gostava, porém vinham aves e comiam da cesta que estava sobre sua cabeça. A interpretação desse sonho era que em três dias Faraó tiraria a cabeça do padeiro, pendurá-lo-ia em uma árvore e as aves comeriam a carne dele.

José interpretou o sonho de Faraó

Passando cerca de dois anos da interpretação dos sonhos na prisão, Faraó acabou sonhando. Nenhum de seus magos e conselheiros pôde lhe dar a interpretação. Foi aí que o copeiro se lembrou de José e falou dele para Faraó, que mandou chama-lo no palácio.

Faraó contou a José os sonhos que havia tido. No primeiro sonho, Faraó estava à beira do rio Nilo, e viu sair sete vacas gordas que começaram a pastar. Logo depois vieram sete vacas magras que comeram as vacas gordas. Mesmo após terem comido as vagas gordas, elas continuaram magras.

No segundo sonho, Faraó viu sete espigas de cereal que estavam boas e cresciam no mesmo pé. Depois ele viu brotar sete espigas secas e ruins que engoliram as sete espigas boas.

José então disse a Faraó que ambos os sonhos na verdade eram apenas um. Esse sonho correspondia ao que Deus iria fazer. Haveria sobre a terra do Egito sete anos de muita fartura, mas depois haveria sete anos de fome tão severa que fariam com que se esquecessem dos tempos de fartura.

José, o governador do Egito

Além de dar a José a interpretação do sonho, Deus também lhe concedeu sabedoria para que ele apresentasse um plano para Faraó, a fim de que o Egito conseguisse superar os sete anos de crise. Faraó então colocou José como segundo homem do Egito, abaixo apenas dele (Gênesis 41:41).

A função ocupada por José era chamada no Oriente Antigo de Vizir. Tratava-se do principal cargo administrativo que envolvia diversas funções, como por exemplo, ser encarregado do tesouro, da justiça e da execução e supervisão dos decretos reais.

Após ser colocado no cargo de governador do Egito, José recebeu o nome egípcio de Zafenate-Panéia (Gênesis 41:45), e se casou com Azenate, filha de um sacerdote de Om. José e Azenate tiveram dois filhos: Manassés e Efraim. Mais tarde, os dois filhos de José representariam o pai entre os filhos de Jacó, na distribuição das tribos de Israel.

José do Egito reencontra seus irmãos e seu pai

Com a fome que assolava a terra, crescia a fama de que o Egito tinha mantimento. Isso fez com que os irmãos de José fossem até lá em busca de socorro. Em um primeiro instante, apenas José os reconheceu (Gênesis 42:7,8). Mais tarde, porém, após alguns testes por parte de José (Gênesis 43:18), o governador do Egito revelou sua verdadeira identidade aos seus irmãos. Aquele foi um encontro carregado de emoção (Gênesis 45).

Após a revelação de sua identidade, José tratou de trazer seu pai e toda sua família para o Egito. Faraó também apoiou a sua decisão (Gênesis 47). Mais tarde, quando seu pai morreu, José cuidou dos preparativos para o sepultamento. Ele mandou que Jacó fosse embalsamado segundo o costume egípcio, e o sepultou em Canaã conforme era seu desejo (Gênesis 50).

A morte de José

Depois de sua longa história, José entendeu que tudo havia sido um plano de Deus, e que através de sua vida Israel foi preservado (Gênesis 45:7; 50:20). José então viveu o resto dos seus dias no Egito. Ele alcançou a terceira geração dos filhos de Efraim, e morreu com 110 anos de idade.

Antes de morrer, José relembrou a promessa que Deus havia feito aos seus pais (Abraão, Isaque e Jacó) de que seu povo herdaria a terra prometida. Então ele pediu para que quando Deus tirasse os israelitas dali, que seus restos mortais também fossem levado por eles.

Assim, José morreu confiante na promessa do Senhor. Mais tarde, Moisés lembrou do desejo de José e tirou seus ossos do Egito, conforme registrado no livro de Êxodo (13:19). José foi sepultado em Siquém, em um pedaço de terra que seu pai, Jacó, havia comprado (Josué 24:32).

FONTE:https://estiloadoracao.com/a-historia-de-jose/

Daniel Conegero Daniel Conegero

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Primeiro sábado do segundo mês. Homens na Bíblia: Jó.

Ó dias triviais e cheios de monotonia, olho para vós com um olhar solene e festivo! Oh! como é grandioso e solene o tempo que nos dá ocasião de colher méritos para o céu eterno. Compreendo agora como o aproveitaram os santos. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 1373]. Jesus eu confio em Vós.

Ato de Consagração e Desagravo 
Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o Vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que vos consolássemos e desagravássemos. 
Como filhos vos queremos amar e consolar sempre; mas hoje especialmente, ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados. 
De modo especial vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem vos querem aceitar como terna mãe dos homens. Outros, não vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo nas crianças inocentes, que são o vosso encanto, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.
Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios e orações tantos pecados e ofensas destes vossos filhos ingratos. 
Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem vos honramos e amamos como Mãe, mas antes entristecemos o vosso Coração e o do vosso divino Filho, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Queremos ainda pedir-vos, Senhora, compaixão, proteção e bênção para todos os povos. Reconduzi-nos ao seio da verdadeira Igreja e sede a sua salvação, como prometestes nas vossas aparições em Fátima. 

Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que queremos amar-vos como mãe muito querida e nos consagrarmos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus, que esperamos gozar eternamente no Céu. Amém.

Consagração: Ó  minha Senhora, ó minha Mãe, Eu me ofereço todo a vós E, em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro, neste dia, os  meus olhos, meu ouvidos, minha boca, meu coração e, inteiramente, todo o meu ser: e por assim sou vosso, Ó incomparável Mãe, Guardai-me, defendei-me Como coisa e propriedade vossa. Amém.
SANTO DO DIA: Santa Águeda, virgem e mártir
Foi martirizada em Catânia, na Sicília, provavelmente na perseguição de Décio. O seu culto propagou-se desde a Antiguidade por toda a Igreja e seu nome foi incluído no Cânon romano.

Oração: Ó Deus, que Santa Águeda, virgem e mártir, agradável ao vosso coração pelo mérito da castidade e pela força do martírio, implore vosso perdão em nosso favor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

A História de Jó na Bíblia Quem foi Jó?
Jó foi um homem muito rico que viveu na terra de Uz. A localização dessa cidade é incerta, porém uma das possibilidades mais aceitas entre os estudiosos é a de que Uz ficava em uma região a leste de Judá e, talvez, fronteiriça com o deserto, porém era uma terra propícia para a criação de gado e agricultura (Jó 1:3,14).

A Bíblia nos diz que Jó era íntegro, reto e temente a Deus. A prova da fidelidade de Jó pode ser vista na afirmação de que ele “desviava-se do mal” (Jó 1:1). O próprio Deus testemunhou que Jó era o homem mais piedoso e correto que viveu na terra em sua geração.

Jó, inicialmente, tinha sete filhos e três filhas, porém no total ele foi pai de vinte filhos, pois os primeiros dez filhos morreram durante o período de intenso sofrimento a qual ele foi submetido, mas depois Deus lhe concedeu que fosse pai de outros dez filhos.

Jó era casado, apesar da Bíblia não revelar o nome de sua esposa. Segundo o texto bíblico, a família de Jó provavelmente era bastante unida, pois seus filhos visitavam uns aos outros em suas casas e faziam banquetes onde se confraternizavam (Jó 1:4).

Jó era um pai que se preocupava com o bem-estar dos seus filhos, e continuamente buscava e orava a Deus de madrugada, consagrando seus filhos ao Senhor e oferecendo sacrifícios em nome deles (Jó 1:5).

Em que época ocorreu a história de Jó?
Essa pergunta é muito difícil de responder, pois não há como determinar com certeza quem foi o autor do livro que traz seu nome, nem mesmo a data em que foi escrito. Existe uma referência a Jó no livro do profeta Ezequiel, onde ele o menciona ao lado de Daniel e Noé.

Existe alguma possibilidade do Daniel mencionado por Ezequiel não ser o profeta Daniel, mas sim um heroico rei mencionado num texto ugarítico que viveu numa época muito remota. Se for este o caso, então Jó viveu em uma data tão recuada quanto os outros dois personagens.

A melhor probabilidade é a de que Jó tenha vivido na era patriarcal, pelo menos é isto o que alguns detalhes biográficos sobre ele parecem sugerir, como por exemplo, o fato d’ele ter vivido cerca de dois séculos (Jó 42:16) e o papel que desempenhava semelhante ao de Abraão como sacerdote da família (Jó 1:5; cf. Gn 15:9,10).

A riqueza de Jó
Jó possuía grande riqueza, e desfrutava de alta posição social. Algumas lendas antigas sugerem que Jó tenha sido um rei, porém não existe qualquer fundamentação para tal sugestão e devemos rejeitá-la. Além do mais, se Jó fosse um rei provavelmente o relato bíblico nos informaria, visto que o texto se preocupou em fornecer detalhes acerca da riqueza que Jó possuía.

A Bíblia nos diz que Jó era proprietário de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. Uma quantidade tão grande de gado na época em Jó viveu, certamente representava um imponente patrimônio.

Para cuidar de tantas propriedades, Jó contava com um número muito grande de servos a seu serviço, de modo que, somando tudo, Jó era o homem mais rico do oriente (Jó 1:3).

O sofrimento e a paciência de Jó 
Segundo o texto bíblico, num certo dia houve uma reunião nas regiões celestiais, e os filhos de Deus foram se apresentar perante o Senhor. A melhor interpretação sobre a expressão “filhos de Deus” nesse texto é a de que se trata dos anjos.

No entanto, no meio deles também estava Satanás, que havia vindo “de rodear a terra e passear por ela” (Jó 1:7). Então Deus perguntou se Satanás havia observado Jó. Perceba que foi Deus quem iniciou a conversa sobre Jó, ou seja, não foi Satanás que escolheu Jó para o teste de sofrimento a qual foi submetido, mas o próprio Deus.

Diante do testemunho dado por Deus da fidelidade de Jó, Satanás sugere que toda sua integridade se devia ao fato de Jó ser abençoado por Deus e possuir tantos bens quanto desejava.

Em outras palavras, Satanás estava acusando Jó de ser uma pessoa interesseira, de modo que sua fidelidade estava condicionada aos bens que Deus havia lhe concedido possuir, e que se caso tudo aquilo lhe fosse tirado, certamente Jó blasfemaria contra Deus.

Então o Senhor permitiu que Satanás submetesse Jó a um teste, podendo tocar em tudo o que possuía, exceto em sua vida (Jó 1:12).

Com a permissão de Deus, Jó perdeu todos os seus gados, e seus servos foram mortos a fio de espada (Jó 1:13-17). Como se não bastasse tudo isso, seus filhos que estavam todos reunidos na casa de seu primogênito morreram, quando um grande vento soprou sobre a casa em que estavam e a casa caiu sobre eles.

Diante de tanto sofrimento, Jó rasgou suas vestes, rapou sua cabeça, lançou-se sobre a terra e adorou. É nessa hora que ele diz as conhecidas palavras “Nu sai do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21).

A doença de Jó
Mais uma vez os filhos de Deus se apresentaram perante Deus, e no meio deles estava Satanás. Novamente o Senhor perguntou a ele sobre Jó, e dessa vez ele afirmou que Jó não havia blasfemado contra Deus, pois ainda desfrutava de saúde. Então, Deus permitiu que Satanás tocasse na saúde de Jó, de forma que só não poderia matá-lo (Jó 2:1-6).

Assim, Jó foi acometido de uma terrível enfermidade. Não é possível sabermos que tipo de doença castigou Jó. Alguns estudiosos sugerem a elefantíase, eritema e varíola. A grande dificuldade em determinar o tipo da doença se dá pelo fato de que a descrição dos sintomas é apresentada em um texto poético.

Seja como for, o que sabemos é que Jó foi ferido com “feridas malignas desde a planta do pé ao alto da cabeça” (Jó 2:7), apesar de essa descrição poder representar apenas um estágio da doença. A Bíblia também nos diz que Jó usava cacos para poder se raspar.

O comportamento da mulher de Jó
Ao ver o marido imerso em tanto sofrimento, a mulher de Jó o aconselhou a apressar o fim inevitável e a amaldiçoar a Deus. Obviamente ela não sabia que a vida de Jó estava preservada por Deus, e fatalmente compartilhava da opinião comum de que tudo aquilo era um castigo divino.

A resposta de Jó para sua mulher foi que a de que ela estava falando como “qualquer doida”. O termo hebraico traduzido como “doida” possui um sentido de infidelidade e apostasia, ou seja, Jó lhe disse que ela estava falando como uma pessoa infiel diante de um Deus que, assim como derramou sobre eles o bem, também poderia derramar aquele mal temporal sem com isto ser injusto.

Os amigos de Jó
Segundo o texto bíblico, Jó foi visitado por três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar. Estes amigos também eram sábios e ricos, e pertenciam a uma posição social semelhante à de Jó. Os três homens foram ter com Jó para consolá-lo.

A situação de Jó era tão complicada que num primeiro momento seus amigos não o reconheceram de longe. Então eles se compadeceram e choraram, rasgaram cada um o seu manto, e lançaram pó sobre a cabeça. Eles ficaram com Jó durante sete dias e sete noites sem dizer uma única palavra, tamanho era o sofrimento.

Depois que o silêncio foi rompido por Jó (Jó 3), iniciou-se uma longa e formal discussão entre ele seus amigos. Com base nessa discussão, podemos perceber que os amigos de Jó começaram a estabelecer uma sequência de discursos com o raciocínio de causa e efeito, onde basicamente acusaram Jó de ser o culpado por todo aquele sofrimento.

Assim, em poucas palavras, podemos dizer que os amigos de Jó o acusaram ser um adúltero, ladrão, alguém sem hospitalidade e louco. Por fim, eles o exortaram a se arrepender. Nos discursos dos amigos de Jó podemos perceber toda a insensatez da sabedoria humana (Jó 4-31).

Após as acusações dos amigos de Jó e de sua tentativa de justificar-se, um jovem chamado Eliú, nome comum aos hebreus, chamou a atenção para o papel disciplinador do sofrimento (Jó 32-37), de modo que o homem não é capaz de compreender tudo o que Deus faz.

Deus responde a Jó
Depois da grande discussão de Jó com seus amigos, o Senhor, do meio de um redemoinho, falou com Jó. Deus não respondeu as indagações feitas por Jó enquanto debatia com seus amigos, ao contrário, Deus lhe fez setenta perguntas retóricas, onde toda Sua sabedoria e soberania fizeram com que Jó percebesse sua ignorância.

Jó então entendeu que lhe bastava apenas confiar em Deus, pois Ele tudo pode, e “nenhum de Seus planos pode ser frustrado” (Jó 42:2). Deus é o Senhor de tudo, Ele governa o universo e não necessita que ninguém lhe aconselhe de nada. Tudo o que Ele faz é mediante a Sua soberana vontade.

Deus também repreendeu os três amigos de Jó, dizendo que eles agiram com loucura, e o que tinham falado durante a discussão com Jó não havia sido reto. Então o Senhor ordenou que eles fossem ter com Jó e oferecesse holocausto, e que pela oração de Jó eles não seriam castigados pela loucura que demonstraram (Jó 42:7-9).

Deus restaura Jó
A Bíblia diz que quando Jó orava por seus amigos, o Senhor mudou a sua sorte, e lhe deu o dobro de tudo o que antes havia possuído. Assim, Jó veio a ter quatorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.

Jó também teve outros dez filhos, sendo sete homens e três mulheres. As filhas de Jó se chamavam Jemima, Quezia e Quéren-Hapuque, e foram as mais formosas mulheres em todo o Oriente.

Depois de tudo o que ocorreu, Jó viveu 140 anos, e viu até sua quarta geração (Jó 42:16). Muito abençoado por Deus, Jó morreu com uma idade muito avançada. Tiago, em sua epístola, se referiu a Jó como um exemplo de paciência em suportar as aflições que lhe atingiram (Tg 5:11).
FONTE:https://estiloadoracao.com/historia-de-jo-na-biblia/
Daniel Conegero Daniel Conegero

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Sagrado Coração de Jesus, eu confio em Vós.

 

Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que, até então, nenhuma alma Vos tivesse amado. No começo eram secretos esses meus desejos, apenas Jesus conhecia. Hoje, já não posso encerrá-los no meu coração, desejaria gritar para o mundo todo: Amai a Deus, porque é bom e de grande misericórdia! Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 1372]. Jesus eu confio em Vós.


Oração Segunda Sexta-Feira: Lhes darei todas as graças necessárias a seu estado.

Jesus misericordioso, que prometestes, a quantos invoquem confiantes vosso Sagrado Coração, dar-lhes as graças necessárias a seu estado: vos ofereço minha comunhão do presente dia para alcançar, pelos méritos e intercessão de vosso Coração Sacratíssimo, a graça de uma terna, profunda e inquebrantável devoção a Virgem Maria.

Sendo constante em invocar a valiosa providencia de Maria, Ela me alcançará o amor a Deus, o comprimento fiel de meus deveres e a perseverança final. Amém.

Oração Final: Jesus meu, vos dou meu coração..., Consagro-vos toda minha vida..., em vossas mãos ponho a eterna sorte de minha alma... e vos peço a graça especial de fazer minhas nove primeiras sextas-feiras com todas as disposições necessárias para ser participante da maior de vossas promessas, a fim de ter a sorte de voltar um dia a ver-vos no céu. Amém.

ABRAÃO
Quem foi Abraão?
Abraão foi filho de Terá, e sua família era natural da cidade de Ur dos Caldeus, localizada na Mesopotâmia. Após a morte do irmão de Abraão, a família saiu de Ur em direção à terra de Canaã. Eles foram até Harã, e habitaram ali (Gênesis 11:31). Tanto Ur quanto Harã, eram cidades pagãs e centros de adoração ao deus da lua.

É muito difícil de afirmar com exatidão o período do nascimento de Abraão, mas a maioria dos estudiosos estabelece o início do segundo milênio antes de Cristo como data aproximada para seu nascimento. Isso está de acordo com uma possível cronologia utilizando os personagens bíblicos, além das descobertas arqueológicas que atestam um paralelo impressionante com o relato bíblico.

No capítulo 12 do livro de Gênesis, a Bíblia nos mostra Deus convocando a Abraão para que ele saísse do meio daquele cenário de paganismo. Ele deveria deixar sua parentela e partir para uma terra prometida pelo próprio Deus. Com setenta e cinco anos, ele partiu em direção à terra de Canaã levando consigo sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló, todos os seus servos e bens que havia adquirido.

Após chegar à Palestina, Abraão ficou nas proximidades de Betel, Hebrom e Berseba. Mas devido à fome que castigava a terra, Abraão desceu até o Egito. Temendo por sua vida, ele não apresentou Sarai como sua esposa, o que gerou alguns problemas para ele no Egito (Gênesis 12:13).

Saindo do Egito, Abraão subiu para o lado do sul, e retornou para as proximidades de Betel. Tanto Abraão quanto Ló eram muito ricos. Por isso houve até mesmo contenda entre seus servos, porque a terra ali não comportava os dois habitando juntos. Ló e Abraão então se separaram. Ló preferiu residir nas planícies verdes do Jordão, onde as cidades de Sodoma e Gomorra estavam situadas. Já Abraão viajou para uma planície nas montanhas, chamada Manre (Hebrom) ao sul.

A história de Abraão é marcada pelas promessas de Deus
Inicialmente Abraão se chamava “Abrão”, que significa “pai exaltado” ou “grande pai”. Em Gênesis 17 o nome do então Abrão, é mudado para Abraão, dando maior ênfase à ideia de exaltação, significando “pai de muitos” ou “pai de uma multidão”. Abraão tinha noventa e nove anos quando teve seu nome mudado por Deus.

Não foi apenas o nome de Abraão que foi mudado naquela ocasião, mas o nome de sua esposa também. De Sarai, ela passou a se chamar Sara, porque também seria mãe de uma grande nação.

Tais mudanças nos nomes tem a ver com a promessa feita por Deus a Abrão, começando ainda em Gênesis 12. Depois, já no capítulo 15 de Gênesis, Deus promete a Abraão que ele ainda seria pai, e que seu servo Eliézer não seria o herdeiro de sua casa. Sua descendência seria incontável como as estrelas do céu.

Novamente no capítulo 17 de Gênesis, mesmo após o nascimento de Ismael, Deus reafirma sua promessa a Abraão de que ele seria pai de muitas nações e que de Sara, na ocasião com noventa anos, ainda seria mãe. Deus então fez um pacto com Abraão, selado pelo sinal da circuncisão e, por fim, com o nascimento de Isaque, o filho da promessa.

Abraão paga o dízimo a Melquisedeque
Ló, sua família e seus bens, foram tomados após uma guerra na região em que ele morava. Uma pessoa que escapou conseguiu avisar Abrão do que havia acontecido. Então Abrão, juntamente com trezentos e dezoito criados, recuperou Ló e sua família das mãos dos mesopotâmios.

Após esse episódio, Abraão foi abençoado por Melquisedeque, rei de Salém. Melquisedeque também era sacerdote de El Elyon, o Deus Altíssimo, possuidor dos céus e da terra, e Abraão lhe deu o dízimo de tudo.

Abraão e Abimeleque
Da mesma forma como aconteceu no Egito, ao peregrinar em Gerar, Abraão escondeu que Sara era sua esposa temendo por sua vida. Então Abimeleque, rei de Gerar, veio e tomou a Sara. Porém Deus impediu que Abimeleque tocasse em Sara e, em sonhos, o Senhor o advertiu que Sara tinha marido.

Vale lembrar que tanto no Egito quando em Gerar, Abraão não mentiu em relação a Sara, mas falou uma meia verdade. Isso porque Sara era sua irmã por parte de Pai (Gênesis 20:12). Abimeleque devolveu Sara para Abraão, e Abraão orou sobre a casa de Abimeleque. Então a mulher e as servas do rei foram curadas, pois Deus havia fechado totalmente as portas da casa de Abimeleque.

Mais tarde Abraão e Abimeleque também fizeram uma aliança, e o lugar ficou conhecido como Berseba, “poço do juramento”, pois Abraão havia cavado um poço e os servos de Abimeleque haviam tomado à força (Gênesis 21:25).

Abraão e Ismael
Deus anunciou que Abraão teria uma grande descendência ainda no capítulo 15 de Gênesis. Mas Sara, vendo que não era capaz de conceber um filho de Abraão, ofereceu sua serva Agar a Abraão. Então de Abraão, Agar concebeu a Ismael. Esse costume de uma serva conceber um filho do seu senhor era uma prática comum da época. Abraão tinha oitenta e seis anos quando Ismael nasceu.

Mais tarde, após o nascimento de Isaque, Agar e seu filho, Ismael, foram despedidos por Abraão. Eles saíram pelo deserto de Berseba. Em Gênesis 21:13, Deus avisa que também faria de Ismael uma grande nação, porque também era descendente de Abraão. É através de Ismael que os árabes estabelecem sua origem até Abraão.

Abraão, Isaque e o sacrifício
Isaque foi o filho da promessa que nasceu quando Abraão já tinha cem anos. O nome Isaque significa “rir” ou “riso”. Isaque se tornou o centro de toda esperança de Abraão em relação às promessas que Deus havia feito, porém Deus pediu Isaque em sacrifício a Abraão.

O maior dilema que Abraão poderia ter enfrentado era que, além do amor que sentia por seu filho, o fato de que a promessa de Deus poderia não se cumprir. Mas não foi isso que aconteceu, ao contrário, a Bíblia diz que Abrão confiou totalmente na fidelidade de Deus, e considerou que Deus poderia fazer com que Isaque ressuscitasse dos mortos para que a promessa fosse cumprida.

Por fim, a fidelidade de Abraão foi demonstrada, e Deus preparou um cordeiro para substituir Isaque naquele sacrifício.

Os outros filhos de Abraão e sua morte
Abraão tomou outra mulher para si chamada Quetura, talvez após a morte de Sara. Os estudiosos discutem se Quetura realmente foi uma segunda esposa ou apenas uma segunda concubina. O que podemos afirmar é que com Quetura ele teve mais seis filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá (Gênesis 25:2). Através dos filhos que teve com Quetura, Abraão se tornou também o pai de outros povos, como os midianitas.

A Bíblia diz que Abraão viveu 175 anos, e foi sepultado por Isaque e Ismael no campo de Efrom. A Bíblia também afirma que tudo o que ele tinha deu a Isaque. Para os demais filhos, a Bíblia diz que Abraão deu presentes.

A história de Abraão no Novo Testamento
Existem 74 referências a Abraão nos livros do Novo Testamento, ficando apenas atrás de Moisés que possuí 79.

No Novo Testamento, Deus é chamado de “o Deus de Abraão” (Mateus 22:32; Atos 7:32). Na genealogia de Jesus no Evangelho de Mateus 1:1 ele aparece como antecessor do Messias e, além de pai dos israelitas segundo a carne, também é o pai espiritual de todos aqueles que compartilham a fé em Cristo (Mateus 3:9; João 8:33; Atos 13:26; Romanos 4:11; Gálatas 3:29).

A fé de Abraão é o modelo de fé que devemos ter (Romanos 4:3-11). Por tamanha fé ele esta presente na galeria dos Heróis da Fé na Epístola aos Hebreus (Hebreus 11:8-19).

A historicidade da vida de Abraão
Embora não exista nenhum relato extrabíblico sobre a história de Abraão (apenas algumas prováveis evidencias em escritos babilônicos), tudo o que a arqueologia já descobriu sobre a civilização da época de Abraão faz com que muitos estudiosos classifiquem os relatos bíblicos como uma descrição perfeita do período que é apresentado.

A guerra entre os quatro reis do Egito contra os reis locais no capítulo 14 de Gênesis, por exemplo, é considerado por arqueólogos um dos relatos mais detalhados sobre o assunto, com uma precisão geográfica impressionante.
FONTE:https://estiloadoracao.com/a-historia-de-abraao/
Daniel Conegero Daniel Conegero

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

São Brás, rogai por nós!

 

Ao sair desse retiro, sinto-me inteiramente transformada pelo amor de Deus. Ó Senhor, divinizai minhas ações para que tenham mérito para a eternidade, e embora seja grande a minha fraqueza, confio no poder da Vossa graça, que me fortalecerá. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 1371]. Jesus eu confio em Vós.

Três de fevereiro: Dia São Brás, bispo e mártir
São Brás é o intercessor contra as doenças na garganta, porque, segundo as Atas do seu martírio, a caminho da execução, ele salvou a vida de um menino que estava próximo de morrer, pois estava engasgado com uma espinha de peixe.
Bênção de S. Brás
As velas devem ser bentas com a fórmula própria e na bênção se diz: Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai + e do Filho e do Espírito Santo.”

Resposta: “Amém

NOÉ
"Noé era um homem justo, irrepreensível entre as pessoas de seu tempo, e ele andou fielmente com Deus." Gênesis 6:9

TEMPOS RUINS
A geração de Noé era má notícia. Dez gerações se passaram desde Adão e a população parecia ter esquecido tudo sobre Deus. A sociedade era totalmente corrupta e a violência estava em toda parte. As coisas estavam tão ruins que Deus decidiu destruir a terra com um dilúvio.

É um erro pensar que as pessoas que viviam nos dias de Noé eram primitivas. Eles estavam próximos da perfeição dos primeiros humanos, Adão e Eva. Eles tinham um potencial ilimitado e eram muito avançados, mas, infelizmente, usaram suas habilidades de todas as maneiras erradas.

 Ao enviar o dilúvio, Deus não estava mostrando petulância ou agindo de forma precipitada. Deus ama a humanidade, mas não pode tolerar o pecado. O mundo ainda era relativamente jovem, mas precisava ser purificado.

O CHAMADO
Embora fosse hora de reiniciar o planeta Terra, ainda havia um pequeno grupo de pessoas que permaneceram fiéis a Deus. Noé era um bom homem que seguia Deus. De acordo com a Bíblia, ele viveu " sem culpa."

Noé e sua família foram escolhidos para alertar as pessoas na terra sobre o iminente dilúvio. Deus instruiu Noé a construir um grande barco chamado "arca" para salvar a si mesmos e os animais de todas as espécies. Este foi um ato de misericórdia de Deus e reconhecimento de que ainda havia alguns que seguiam sinceramente a direção de Deus, não importando quais fossem as pressões culturais.

Fiel à sua forma, o Noé aceitou o chamado. Ele decidiu seguir a Deus, por mais estranho ou intimidante que fosse o pedido.


CONSTRUÇÃO
Construir a arca exigiu muita fé. Para começar, seria uma construção enorme, de quinhentos e dez pés de comprimento por quinze de altura, construída inteiramente em madeira de gofer, um tipo de cipreste que não apodrece facilmente.

Alguns estimaram que a arca poderia conter o equivalente a pelo menos cento e vinte mil ovelhas.

Noé e sua família, junto com os empregados contratados, construíram a arca meticulosamente, apesar de uma montanha de abusos e críticas. Eles precisariam de mais de cem anos de trabalho usando apenas as ferramentas primitivas da época. Era um trabalho que exigia enorme visão e confiança.

AVISO DE INUNDAÇÃO ÉPICA
Os contemporâneos de Noé não ficaram nada impressionados com seus avisos sobre o dilúvio. Para eles, ele era um pregador lunático trabalhando em um projeto de construção insano. Ele pregou por cento e vinte anos, mas os avisos sinceros de Noé caíram em ouvidos surdos.

Ninguém escolheu corrigir seu proceder e se voltar para Deus, apesar de Noé ter implorado que isso salvaria suas vidas. Pior ainda, as pessoas zombavam de Noé, ridicularizando impiedosamente o velho que estava construindo um barco gigante em terra firme.

As pessoas continuaram suas vidas como de costume - comendo, bebendo e se casando. Eles simplesmente não viam razão para acreditar que os bons tempos chegariam ao fim. O que Noé pregou soou ridículo para eles. Não havia precedentes de inundações em todo o mundo e a mera sugestão de uma, parecia loucura.

As pessoas ignoraram Noé, mas, conforme se aproximava a época do dilúvio previsto, animais de todas as espécies da terra começaram a entrar na arca. Ainda assim, as massas não foram influenciadas. Eles não estavam indo a lugar nenhum. Essa era a pior mentalidade de rebanho.

PORTAS FECHADAS
Noé tinha 600 anos quando o dilúvio prometido finalmente chegou. Quando a porta da arca se fechou, era tarde demais. As risadas zombeteiras ainda ecoavam, mas quando a chuva começou a cair forte, as pessoas ficaram horrorizadas. A porta estava fechada.

A chuva caiu e a enchente subiu e encheu a terra. Houve decolagem e a arca flutuou. Noé não estava dirigindo, mas Deus estava claramente no controle.

As únicas pessoas salvas foram Noé e sua esposa, seus três filhos e suas esposas. 

PROTEGIDOS
A chuva caiu por quarenta dias e quarenta noites. A arca flutuou na água mantendo Noé, sua família e todos os animais seguros. Felizmente, havia muito para manter a família ocupada com uma arca cheia de animais. Deus disse a Noé quanta comida ele deveria armazenar para os animais e então a tarefa de alimentar seu zoológico flutuante começou.

A água subiu e cobriu a terra por cento e cinquenta dias. Então, a arca pousou no Monte Ararate. Quarenta dias depois disso, Noé começou a enviar pássaros para descobrir se havia terra seca. Em primeiro lugar, ele enviou um corvo, mas não teve sorte. Ele fez o mesmo com uma pomba que também não encontrou nada. Noé então esperou sete dias antes de enviar a pomba novamente. Desta vez, voltou com uma folha de oliveira fresca. Sua longa espera estava chegando ao fim!

Ao todo, Noé e sua família estavam na arca por um ano inteiro. Era hora de deixar a segurança da arca e começar do zero em um novo mundo.

ARCO-ÍRIS
Noé e sua família sobreviveram à destruição global literal. Deus estava começando o mundo novamente com um pequeno grupo de pessoas que eram fiéis a ele.

Como sinal de que não mais destruiria a terra com um dilúvio, Deus colocou um arco-íris no céu. A partir desse dia, o arco-íris simbolizaria a promessa de Deus. Era o sinal de uma aliança entre Deus e a humanidade.

Deus disse a Noé que cada vez que visse o arco-íris seria uma lembrança da promessa. Deus até disse que o arco-íris seria um lembrete para Si mesmo de que Ele havia feito essa aliança. Isso não significa que Deus se esquece, mas mostra o quão seriamente ele leva essa promessa. O arco-íris é um sinal permanente da fidelidade e proteção de Deus.

DEPOIS
A vida não foi perfeita depois do dilúvio. Em um infeliz incidente pós-dilúvio, Cam, um dos filhos de Noé, descobriu seu pai Noé dormindo e nu.

Em uma demonstração de grande desrespeito ao contexto cultural da época, Cam não apenas observou a nudez de seu pai, mas também contou a seus irmãos sobre isso. Em resposta, Sem e Jafé entraram na tenda de seu pai de costas para evitar vê-lo nu e então o cobriram.

Quando Noé acordou, ele amaldiçoou os descendentes de Cam, amaldiçoando o filho de Cam, Canaã, e seus descendentes. Então abençoou Sem e Jafé. Este herói bíblico morreu na idade avançada de novecentos e cinquenta anos. Ele tinha literalmente ajudado a salvar a raça humana.
FONTE:https://www.heroesbibletrivia.org/pt/herois-da-biblia/vida-de-noe/

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Festa da apresentação do Senhor - 40 dias após o Natal.

 

Terminou o retiro, esses belos dias de convivência a sós com Nosso Senhor. Fiz esse retiro, como Jesus desejava e como me disse no primeiro dia do retiro, isto é, na maior tranquilidade e meditando sobre os benefícios Divinos. Nunca tinha feito na minha vida um retiro semelhante. A minha alma fortificou-se mais profundamente por essa tranquilidade do que por quaisquer sobressaltos ou emoções. Nos raios do amor eu via tudo tal como é na realidade. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 1370]. Jesus eu confio em Vós.

HOJE É A APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS NO TEMPLO- 40 dias após o Natal. 
Dignou-se obedecer à lei mosaica
e dela aos rituais se sujeitar
o rei das legiões do Pai celeste,
que fez o céu, a terra e o mar.

A mãe feliz carrega no seu colo
a Deus, que em nossa carne se ocultou,
e beija castamente aqueles lábios
a cuja ordem tudo se criou.

É ele a luz que brilha sobre os povos,
a glória de Israel, seu povo amado.
Foi posto para ruína e salvação,
até que seja o oculto revelado.

A glória ao Pai eterno pelos séculos.
Império e glória, ó Filho, a vós convém.
Poder e salvação ao Santo Espírito.
Louvor aos Três nos séculos. Amém.
Este Menino há de ser ocasião de salvação e de ruína para muitos.

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no Templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amados Leitores no dia 11 celebraremos Nossa Senhora de Lourdes, hoje inicia a novena. Segue o link:https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/devocao/novena/novena-de-nossa-senhora-de-lourdes/

Quem Foi Enoque na Bíblia?

Enoque é um dos personagens mais conhecidos do Antigo Testamento, apesar das poucas referências acerca dele. Antes de falarmos sobre quem foi Enoque, também é preciso saber que em Gênesis existem dois Enoques, e não podemos confundi-los. O outro Enoque citado em Gênesis é o filho mais velho de Caim (Gn 4:17), que deu nome à cidade edificada por seu pai.

Quem foi Enoque?

Enoque foi filho de Jarede e pai de Metusalém (Gn 5:18,21), pertencente à descendência de Sete, através da qual o conhecimento de Deus foi preservado. Enoque tinha um relacionamento profundo com Deus, pois a expressão “andou com Deus” é aplicada somente à Enoque e Noé (Gn 5:24; 6:9).

Enoque viveu 365 anos, antes de ser trasladado corporalmente ao céu, para estar na presença de Deus. Assim, Enoque, juntamente com o profeta Elias, foram os dois homens do Antigo Testamento que não experimentaram a morte (Gn 5:24; 2Rs 2:1-11). Isso prova que a imortalidade ou a vida após a morte, foi ensinada no primeiro período do Gênesis.

No judaísmo posterior, pelo fato de Enoque ter sido trasladado para o céu, criou-se uma tradição apocalíptica, onde Enoque estaria relatando segredos dos céus e do futuro.

Enoque no Novo Testamento

No Novo Testamento, Enoque é citado na genealogia presente em Lucas 3:37 e também é citado na Epístola aos Hebreus:

Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. (Hebreus 11:5)

No capítulo conhecido como “Galeria dos Heróis da Fé“, o escritor aos Hebreus atribuiu o arrebatamento de Enoque à sua fé notável, cuja qual o conduziu a um “testemunho de que agradara a Deus”.

Há também uma citação na Epístola de Judas (Jd 1:14), a qual os estudiosos discutem sobre a fonte que Judas realmente utilizou, se tradição escrita ou oral. A citação em questão é de caráter messiânico, e possivelmente é uma citação de Deuteronômio 33:2 presente em 1Enoque 1:9.

Os Livros de Enoque

Foram encontrados três livros que trazem o nome de Enoque como autor, sendo eles: Primeiro Livro de Enoque, Segundo Livro de Enoque e Terceiro Livro de Enoque. O conteúdo dos livros contém algumas semelhanças.

O mais famoso deles, o Primeiro Livro de Enoque, é amplamente conhecido pela sua versão Etíope. O Livro de Enoque já existia no período apostólico, e também era conhecido por alguns pais da Igreja como Clemente de Alexandria, Irineu e Tertuliano, mas seu original acabou desaparecendo, sobrando apenas fragmentos em grego e etíope. Em Qumram, em umas das grutas, foram encontradas partes de manuscritos de 1 Enoque escritos em aramaico.

Apesar dos livros sugerirem uma suposta autoria de Enoque, a data mais recuada para a autoria dos fragmentos encontrados é de 200 a.C., estendendo-se até o século 1 d.C. Grande parte dos estudiosos considera que os livros não possuem qualquer chance de terem sido escritos por Enoque, embora alguns considerem que o Primeiro Livro de Enoque, pode conter algumas citações do próprio Enoque que foram preservadas e transmitidas por tradição oral. De maneira geral, os livros de Enoque são considerados pseudoepígrafos, ou seja, são escritos judaicos que nunca se aproximaram da posição canônica e que também não encontram lugar nos chamados “Livros Apócrifos”.

Dentre os três livros, sem dúvida o mais importante é o Primeiro Livro de Enoque, cuja totalidade foi composta em diferentes ocasiões durante os dois últimos séculos depois de Cristo. Alguns estudiosos consideram que as seções mais antigas desse livro pertencem ao período dos macabeus. Esse livro tem alguma finalidade no tocante aos estudos do período intertestamentário, lançando luz ao pano de fundo desse período, e fornecendo algumas informações sobre a teologia judaica pré-cristã, embora não possa ser considerado canônico em hipótese alguma.

Sobre a citação feita por Judas nos versículos 14 e 15, e que remetem a alguns trechos do Livro de Enoque (1:9; 63:8; 93:3), os estudiosos se dividem. Alguns acreditam que Judas fez uma citação de uma tradição oral, que também estava presente no Livro de Enoque. Outros acreditam que Judas estava intencionalmente citando uma literatura pseudoepígrafe usada por falsos mestres a fim de silenciá-los com seu próprio material.

Daniel Conegero Daniel Conegero

FONTE:https://estiloadoracao.com/quem-foi-enoque-na-biblia/

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

O que podemos aprender com os Homens mencionados na Bíblia?

Com quanta alegria regressei ao convento! E, no dia seguinte, comecei essa grande ação de graças pelo ato de renovação dos votos. A minha alma mergulhou toda em Deus – e de todo o meu ser saia uma só chama de gratidão e ação de graças para com Deus. As palavras eram poucas, porque os benefícios de Deus, como fogo ardente, consumiam a minha alma, e todos os sofrimentos e dissabores eram como que lenha lançada à fogueira, sem os quais o fogo se apagaria. Convoquei todo o céu e a terra a se unirem com a minha ação de graças. . Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 1369]. Jesus eu confio em Vós.

Orações para o Anjo da Guarda
Pedido de proteção pessoal

Meu santo Anjo da Guarda, modelo de amor e pureza. Fica atento ao pedido que vos faço: Deus, meu criador e soberano Senhor de nós todos, a quem serves com infindo amor e dedicação, a quem lhes confiou a guarda e vigilância da minha alma, a fim de não cometer ofensas ao Senhor, e meu corpo, a fim de que seja sadio e capaz de desempenhar minha função na Terra para o Deus divino. Meu santo Anjo da Guarda, velai por mim e abre meus olhos para todas as coisas, me dá prudência em meus caminhos a seguir. Livra-me dos males morais e físicos, das doenças e dos vícios, dos perigos eminentes, das ocasiões aflitas. Sejas meu guia, protetor, guarda divino e me salve de tudo aquilo que possa vir a me causar mal físico ou espiritual. Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a Piedade Divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Bendito é o meu desejo porque ele é realizado. Amém.

O que podemos aprender com os Homens 
mencionados na Bíblia?

Amados Leitores a Bíblia Sagrada fala de muitos Homens. Muitos deles são exemplos a ser imitados. Outros são maus exemplos, que nos dão um alerta do que não devemos fazer. 

Nesse mês de fevereiro, vamos trazer cada dia um pouco dos homens mencionadas na Bíblia. Unidos em amizade e fé caminharemos juntos nesse caminho de aprendizado com cada homem Bíblico. Vamos juntos?!

Hoje vamos falar de Adão.

ADÃO

Adão foi o primeiro homem criado, do qual se originou toda a humanidade. O próprio Deus o criou pessoalmente, à sua imagem e semelhança (Gênesis 1:27). Muita gente tem curiosidade sobre quem foi Adão ao ler sobre a criação da raça humana.

Neste estudo bíblico, vamos conhecer um pouco mais sobre ele. Vamos entender sua importância fundamental para o Cristianismo, a etimologia do nome Adão e outras curiosidades acerca do primeiro homem da História.

Quem foi Adão e qual o significado de seu nome?

Adão foi formado do pó da terra, e tornou-se alma vivente quando Deus soprou em suas narinas o sopro da vida. Quando a etimologia de seu nome, do hebraico adam, não se pode afirmar de maneira precisa, e talvez nem mesmo satisfatória, o significado do nome Adão.

Tal dificuldade ocorre por conta de que logicamente o hebraico não era o idioma utilizado na época de Adão. Todavia, os intérpretes pelo menos sugerem algumas possibilidades sobre essa questão.

A palavra da qual se traduz o nome Adão, pode ter sido derivada de adama, que significa “solo vermelho”. Assim, alguns intérpretes acreditam que o nome Adão significa “homem vermelho” ou apenas “vermelho”. Já outros defendem que o nome Adão pode ser derivado da raiz dama, que significa “ser como” ou “semelhança” (talvez em referência a Gênesis 1:26 e 5:1). Então seu significado seria algo como “semelhante”. Por fim, há aqueles que acreditam que talvez esse nome possa ser derivado de uma raiz acadiana que significa “fazer” ou “produzir”.

Sobre essa questão, o mais importante é saber que além de nome próprio, Adão também tem um sentido genérico nas Escrituras. Assim, o hebraico adam também é aplicado significando “humanidade”, “homens” ou “raça humana”. Nesse sentido, o termo adam aparece cerca de 500 vezes no Antigo Testamento.

Também existe uma discussão sobre os primeiros capítulos do livro de Gênesis, na tentativa de determinar quando o termo adam ocorre como nome próprio e quando ocorre como termo genérico. Alguns estudiosos acreditam que nos capítulos 1 e 2 o nome próprio já era utilizado. Outros intérpretes, fundamentados em um possível erro de pontuação, acreditam que somente a partir de Gênesis 3:16,21 ou 4:25, é que o nome próprio é empregado. Antes disso, então o nome Adão se referia de forma geral ao sentido de que ele era o representante da raça humana.

A vida de Adão

A Bíblia Sagrada nos mostra que Adão foi criado à imagem e semelhança de Deus. Ele foi colocado no Jardim do Éden, e ficou livre para lavrar, guardar e comer dos frutos e grãos da terra. Ele recebeu autoridade de Deus para dominar o lugar. A única restrição estava relacionada à arvore do conhecimento.

Deus também colocou a mulher ao seu lado como adjutora. Adão e Eva receberam a ordem divina para que multiplicassem e dominassem sobre todas as criaturas vivas na terra. Esse primeiro casal foi tentado por Satanás, e Adão e Eva desobedeceram a Deus e comeram do fruto da árvore do conhecimento.

Esse triste evento é conhecido como A Queda da Raça Humana, pois marcou o início do pecado na humanidade. Após esse acontecimento, Deus puniu o homem, mas ainda permitiu que eles continuassem a viver durante um tempo. Porém, a partir daquele momento, a morte passou a ser uma realidade.

O Senhor também forneceu as primeiras vestes para Adão e Eva, e os expulsou do Jardim. Ali, toda a criação foi afetada pelo pecado. Adão teve vários filhos, sendo os mais importantes: Caim, Abel e Sete. Ele viveu 930 anos (Gênesis 5:2-5).

Adão na Bíblia

Como vimos anteriormente, a palavra adam, em seu sentido genérico, ocorre diversas vezes no Antigo Testamento. Mas fora de Gênesis, existem pouquíssimas referências a Adão como pessoa.

Considerando os textos originais em hebraico, existe uma possível referência a Adão em Deuteronômio 32:8, Jó 31:33 e Oseias 6:7. Isso pode ser explicado possivelmente pelo fato de que o evento da criação do homem foi aceito naturalmente. Isso significa que o povo hebreu não teve dificuldade de entender a criação e a vida de Adão como um evento histórico.

Já nos livros apócrifos, existem diversas referências a Adão. Esse fato pode até ser considerado curioso, em contraste com sua ausência nos livros que compõe o Antigo Testamento.

Adão no Novo Testamento

Já no Novo Testamento, podemos encontrar de forma bastante esclarecedora uma avaliação teológica profunda da criação e da Queda. Sob esse aspecto, Adão aparece claramente mencionado como uma figura histórica.

Realmente existem várias referências no Novo Testamento sobre a pessoa de Adão, tanto de forma direta como indireta. Por exemplo: Mateus 19:4-6; Marcos 10:6-8; Lucas 3:38; Romanos 5:12-21; 1 Coríntios 15:22; 1 Timóteo 2:13,14 e Judas 14.

Adão foi uma figura histórica ou poética?

Algumas pessoas, principalmente desde o iluminismo, defendem que Adão é meramente uma figura poética. Elas acreditam que Adão foi utilizado de forma alegórica para descrever a criação da raça humana. Portanto, essas pessoas entendem Adão sempre como um personagem poético e figurado e nunca histórico e literal.

Todavia, não existem bases bíblicas para esse tipo de interpretação. Na verdade se interpretarmos Adão dessa maneira, isto é, como um mito, muitas contradições bíblicas são causadas. Por fim, toda a verdade das Escrituras acaba sendo comprometida. Geralmente quem tenta fazer uso desse argumento, são pessoas que querem combinar o criacionismo com a teoria da evolução.

Biblicamente Adão é encontrado como um representante da raça humana, mas também como uma figura histórica. Em cada passagem do Novo Testamento onde é citado, é inegável a historicidade de Adão.

Adão e Jesus

Em sua Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo faz uma análise profunda onde ele contrasta as pessoas de Adão e Cristo, considerando as consequências de seus feitos. Em seu texto o apóstolo fundamenta a doutrina da depravação total da humanidade a partir de Adão.

Primeiro ele começa falando sobre o extraordinário amor de Deus que através da morte de seu filho reconciliou consigo pecadores. Então ele esclarece que esse estado de pecado da humanidade foi decorrência da desobediência do nosso primeiro representante. Por isto ele diz que por “um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens; por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12).

Mas a boa notícia é a de que “se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação (Romanos 5:16).

Depois, o apóstolo continua sua exposição ressaltando eficácia da obra redentora de Cristo frente à desobediência de Adão. Ele escreve que “assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores; assim pela obediência de um muitos serão feitos justos (Romanos 5:19).

Resumindo, quando se fala sobre quem foi Adão, é importante ressaltar que ele foi uma figura histórica, e não um mito. Ele foi dotado de grande capacidade intelectual e moral. Todavia, ele não resistiu a tentação maligna e pecou contra Deus. Por conta disso, todos morrem em Adão, porém em Cristo, o segundo Adão, temos as boas-novas da redenção.

FONTE:https://estiloadoracao.com/quem-foi-adao-conheca-a-biografia-de-adao/