terça-feira, 11 de agosto de 2026

“Família, torna-te aquilo que és”. “O amor jamais acabará” (1Co 13,8).

 

Isto aconteceu no último dia da novena que eu estava fazendo ao Espírito Santo. Depois dessa cura, de repente, fui unida a Nosso Senhor de maneira puramente espiritual. Jesus deu-me a firme convicção, ou seja, confirmou-me nas Suas exigências. Nessa proximidade com Nosso Senhor permaneci o dia todo e falei dos pormenores relacionados com essa congregação.

         Jesus infundiu em minha alma força e coragem para a ação. Agora compreendo que o Senhor, se exige alguma coisa da alma, dá-lhe a possibilidade de executá-la e, pela graça, torna-a capaz de realizar o que dela exige. E, assim, ainda que a alma seja a mais miserável, pode, por ordem do Senhor, empreender coisas que ultrapassam o seu entendimento. O sinal, pelo qual se pode conhecer que o Senhor está com essa alma, é que nela se manifesta esse poder e essa força de Deus que a torna corajosa e valente. Quanto a mim, sempre de início me atemorizo um pouco com a grandeza do Senhor, mas depois domina a minha alma uma paz profunda e imperturbável, uma força interior para o que o Senhor está exigindo em determinado momento... Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 1090]. Jesus eu confio em Vós.

“Ó Santo Anjo da Guarda, meu ser celestial e divino. Comigo cresceu e me acompanhou nos momentos mais difíceis da minha vida. Fiel companheiro que me guarda, eu te peço, me proteja nesse mundo. Ser divino, me ilumine hoje e sempre. Amém.”
SANTA CLARA, VIRGEM

Nasceu em Assis no ano 1193. Imitando o exemplo do seu concidadão Francisco, seguiu o caminho da pobreza, foi Mãe e Fundadora da Ordem das Damas Pobres (Clarissas). A sua vida foi de grande austeridade, mas rica em obras de caridade e de piedade. Morreu em 1253.

Oração: Ó Deus, que na vossa misericórdia atraístes Santa Clara ao amor da pobreza, concedei, por sua intercessão, que, seguindo o Cristo com um coração de pobre, vos contemplemos um dia em vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Celebramos hoje a Memória de Santa Clara de Assis. O que levou esta jovem a se entregar  completamente ao Cristo pobre, seguindo os passos do “Poverello” de Assis, São Francisco? Veja, para nós entendermos a entrega na qual consiste a vida religiosa, nós temos que compreender que, antes de tudo, existe uma profunda experiência do amor de Cristo. Quando São Francisco de Assis fez a sua experiência do amor de Cristo, foi arrebatado pelo amor de Jesus, é exatamente essa experiência de amor que o levou a querer amar de volta.

Por isso, numa sociedade medieval onde a nobreza ainda tinha o seu fascínio, mas a burguesia já começava a surgir, colocando no dinheiro toda a sua esperança de felicidade neste mundo, São Francisco compreende que Deus, na sua Majestade infinita, se humilhou, se fez pequenino. E, portanto, à Majestade de Deus, nós vemos o pequenino Menino da manjedoura; o Menino Jesus no presépio.  À riqueza de Deus, nós vemos a pobreza daqueles pequenos trapos do Menino Jesus. 

E vemos o fascínio de Francisco de Assis por este Deus que se esvaziou por amor a nós. Pois bem, isto contagiou, verdadeiramente a juventude da sua época, de tal forma que levou aos seus companheiros e Clara, uma delas, a deixar tudo para viver pelo Cristo, para responder a Ele, ao seu Esposo.

E assim, Clara, com as suas clarissas, se fechou em clausura para se dedicar à vida de oração, penitência, para se entregar em oblação de amor.

Quando o mundo vê a vida enclausurada de monjas Clarissas, a sua vida de penitência com o seu hábito rude, aquele burel grosseiro, muitos olham para aquilo e dizem: “Que triste!” Mas é porque não conheceram a perfeita alegria.

A perfeita alegria consiste no fato de, pela experiência da fé, sabermos que nós somos amados infinitamente pelo Deus que se fez pobre, que se fez nada e miserável, por nós. 

Como não amar de volta um amor assim?  E, portanto, a alegria de ter sido escolhido para amá-LO de volta, a alegria de poder retribuir um pouco dos favores do Esposo.

Esse é o fascínio da vida das Clarissas. Se nós não enxergarmos a chama de amor que arde no coração de cada uma delas, dificilmente compreenderemos a vida que elas escolheram.

Por isso, neste dia de Santa Clara, façamos festa. Festa porque Clara e as suas filhas, ao longo dos séculos, têm respondido ao amor. São Francisco, que foi visto chorar tantas vezes pelo seu irmão, Frei Leão, dizendo: “O Amor não é amado, o Amor não é amado”, certamente se sentia consolado de saber que aquele punhado de mulheres fechadas numa clausura amavam de volta Aquele que nos amou infinitamente .

Que o Senhor nos abençoe e nos ensine a ama-Lo cada dia mais!

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