domingo, 16 de março de 2025

2º domingo da Quaresma - Enquanto Jesus rezava, seu rosto mudou de aparência. 7º dia da novena em honra a São José.

 

Em determinada ocasião, pediu-me um sacerdote que eu rezasse na sua intenção. Prometi rezar e pedi licença para fazer uma mortificação, senti na ala a tendência de, nesse dia, dispensar a favor desse sacerdote todas as graças que a bondade de Deus me destinou, e pedi a Nosso Senhor que Deus se dignasse  enviar a mim tosos os sofrimentos e aflições exteriores e interiores que esse sacerdote devia sofrer naquele dia. Deus aceitou em parte, ao meu desejo e logo, não se sabe de onde, começaram a surgir diversas dificuldades e contrariedades, a tal ponto que uma das irmãs disse em voz alta: “Nosso Senhor deve ter alguma coisa em mente, já que todos estão atormentando a irmã Faustina”. – E as acusações que se faziam eram tão sem fundamento, que algumas  irmãs afirmavam e outras negavam. Quanto a mim, em silêncio, oferecia-me em sacrifício por esse sacerdote. Editora Apostolado da Divina Misericórdia. [Diário de Santa Faustina nº 596]. Jesus eu confio em Vós!  

                                  

EVANGELHO – Lucas 9,28b-36

Naquele tempo,

Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago

e subiu ao monte, para orar.

Enquanto orava,

alterou-se o aspeto do seu rosto

e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente.

Dois homens falavam com Ele:

eram Moisés e Elias,

que, tendo aparecido em glória,

falavam da morte de Jesus,

que ia consumar-se em Jerusalém.

Pedro e os companheiros estavam a cair de sono;

mas, despertando, viram a glória de Jesus

e os dois homens que estavam com Ele.

Quando estes se iam afastando,

Pedro disse a Jesus:

«Mestre, como é bom estarmos aqui!

Façamos três tendas:

uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias».

Não sabia o que estava a dizer.

Enquanto assim falava,

veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra;

e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem.

Da nuvem saiu uma voz, que dizia:

«Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O».

Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho.

Os discípulos guardaram silêncio

e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

Palavra da Salvação. Glória a Vós Senhor.

MENSAGEM DO EVANGELHO

No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, da obediência total e radical aos planos do Pai. O Evangelho relata a transfiguração de Jesus.

Esta página de catequese, destinada a ensinar que Jesus é o Filho de Deus e que o projeto que Ele propõe vem de Deus, está construída sobre elementos simbólicos tirados do Antigo Testamento. Que elementos são esses?

O monte situa-nos num contexto de revelação: é sempre num monte que Deus Se revela; e, em especial, é no cimo de um monte que Ele faz uma aliança com o seu Povo.

A mudança do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai (cf. Ex 34,29), depois de se encontrar com Deus e de ter as tábuas da Lei.

A nuvem, por sua vez, indica a presença de Deus: era na nuvem que Deus manifestava a sua presença, quando conduzia o seu Povo através do deserto (cf. Ex 40,35; Nm 9,18.22; 10,34).

Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus e que permitem entender Jesus); além disso, são personagens que, de acordo com a catequese judaica, deviam aparecer no “dia do Senhor”, quando se manifestasse a salvação definitiva (cf. Dt 18,15-18; Mal 3,22-23).

O temor e a perturbação dos discípulos são a reação lógica de qualquer homem ou mulher diante da manifestação da grandeza, da omnipotência e da majestade de Deus (cf. Ex 19,16; 20,18-21).

As tendas parecem aludir à “festa das tendas”, em que se celebrava o tempo do êxodo, quando o Povo de Deus habitou em “tendas”, no deserto.

A mensagem fundamental, amassada com todos estes elementos, pretende dizer quem é Jesus. Recorrendo a simbologias do Antigo Testamento, o autor deixa claro que Jesus é o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele é, também, esse Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias). Mais ainda: ele é um novo Moisés – isto é, aquele através de quem o próprio Deus dá ao seu Povo a nova lei e através de quem Deus propõe aos homens uma nova aliança.

Da ação libertadora de Jesus, o novo Moisés, irá nascer um novo Povo de Deus. Com esse novo Povo, Deus vai fazer uma nova aliança; e vai percorrer com ele os caminhos da história, conduzindo-o através do “deserto” que leva da escravidão à liberdade.

Esta apresentação tem como destinatários os discípulos de Jesus (esse grupo desanimado e frustrado porque no horizonte próximo do seu líder está a cruz e porque o mestre exige dos discípulos que aceitem percorrer um caminho semelhante). Aponta para a ressurreição, aqui anunciada pela glória de Deus que se manifesta em Jesus, pelas vestes resplandecentes (que lembram as vestes resplandecentes dos anjos que anunciam a ressurreição – cf. Mt 28,3) e pelas palavras finais de Jesus (“não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do Homem ressuscitar dos mortos” – Mt 17,9): diz-lhes que a cruz não será a palavra final, pois no fim do caminho de Jesus (e, consequentemente, dos discípulos que seguirem Jesus) está a ressurreição, a vida plena, a vitória sobre a morte.

Uma palavra final para o desejo – manifestado por Pedro – de construir três tendas no cimo do monte, como se pretendesse “assentar arraiais” naquele quadro. O pormenor pode significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus. Jesus nem responde à proposta: Ele sabe que o projeto de Deus – esse projeto de construir um novo Povo de Deus e levá-lo da escravidão para a liberdade – tem de passar pelo caminho do dom da vida, da entrega total, do amor até às últimas consequências.

FONTE:https://www.dehonianos.org/portal/02o-domingo-da-quaresma-ano-a0/

Oração de Quaresma

“Pai-Nosso, que estais no Céu, durante esta época de arrependimento, tende misericórdia de nós. Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras, transformai nosso egoísmo em generosidade. Abri nossos corações à vossa palavra, curai nossas feridas do pecado, ajudai-nos a fazer o bem neste mundo. Que transformemos a escuridão e a dor em vida e alegria. Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.”

No dia 19 de março celebra-se São José, hoje iniciamos a novena em honra ao Pai Adotivo de Jesus e esposo da Virgem Maria. 7º dia da novena: http://formacao.cancaonova.com/capa-do-portal/novena-a-sao-jose/

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